Brusque pode romper a barreira dos 200 mil habitantes até 2032
Passados 165 anos desde a sua fundação, em 4/08/1860, em 2025 Brusque conta com uma população próxima a 152 mil habitantes (hab.). E, com base no crescimento populacional da cidade ao longo do último ano, é possível concluir que Brusque pode chegar a mais de 200 mil hab. por volta do ano de 2032. Quem viver, verá!
A Portaria nº1.041/2024 do IBGE contém as estimativas populacionais e revela o total de habitantes em estados e municípios, considerando a contagem de pessoas até o dia 1º/07/2024. Os dados são utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para calcular a distribuição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além de servir como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.
Segundo os dados do IBGE, em 2024 a população de Brusque era de 151.949 habitantes (hab.) retratando um crescimento de 10.564 pessoas (7,47%) frente ao resultado final do Censo Demográfico 2022, que era de 141.385 hab. Segundo o IBGE, em 1960, Brusque possuía 35.763 habitantes, incluindo Botuverá e Guabiruba, que até 1962, integravam o município. Em 1980, eram 41.228 hab. Em 1991 eram 57.971.
No ano de 2000, eram 76.058 hab. Em 2007, eram 94.962. Em 2008, a população de Brusque era de 99.917 hab. Em 2009, a população era de 102.280 hab.Em 2010 a população da cidade alcançou 105.503 pessoas, um crescimento de 38,71% desde o Censo Demográfico do ano 2000. Em 14 anos, de 2010 (105.503) até 2024 (151.949) a população de Brusque cresceu 44,02%. Se utilizarmos o percentual de crescimento (7,47%) de Brusque entre 2022 (141.385) e 2024 (151.949) podemos chegar a 163.299 hab. em 2026; 175.497 hab. em 2028, e 188.606 hab. em 2030, e romper a barreira dos 200 mil hab. até 2032.
Mas a Brusque que conhecemos hoje – que ao longo dos últimos anos têm recebido alguns milhares de migrantes e imigrantes – já foi uma “exportadora” de mão de obra e de talentos a partir da década de 1940.
O historiador e escritor Aloisius C. Lauth, conhecido por seu trabalho de pesquisa sobre a história de Brusque e região, informa que entre os anos 1940 e 1970 muitas pessoas se transferiram para outros centros econômicos, e inclusive para outros estados, sendo que a maior migração se concentrou no entorno das cidades de Londrina e Maringá. Eles buscavam de trabalho e renda, e muitos voltaram algum tempo depois.
Outro fenômeno observado por Lauth se deu na década de 1970, quando as famílias de classe média e a elite enviavam seus filhos para estudar nas universidades de Florianópolis e Curitiba. A maioria dos jovens não retornou, pois não havia oportunidade de trabalho para todos por aqui. E foi exatamente entre as décadas de 1960 e 1970 que foram constituídas, em Santa Catarina, as Fundações Educacionais que integram a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (ACAFE), a exemplo da Fundação Educacional de Brusque (FEBE), mantenedora da Unifebe e do Colégio Unifebe. Um modelo de educação superior que deu muito certo.
Lauth explica que a saída de tantas pessoas entre as décadas de 1960 e 1970 fez com que Brusque se adequasse ao cenário migratório e, aos poucos, invertesse o processo, se abrindo para o processo inverso, se abrindo para “receber” a migração. Ao invés de ser uma cidade exportadora de talentos e de mão de obra, Brusque passou a ser um lugar para onde as pessoas com talento e vontade de estudar e trabalhar escolhem viver. Além disso, desde 1973, a FEBE/UNIFEBE Brusque passou a contribuir para a retenção dos talentos da região, pois os jovens já não precisavam sair da cidade para estudar. E além de Brusque, ainda tinham como opção as cidades vizinhas, a exemplo de Blumenau e Itajaí. Outro fator de atração citado por Lauth foi o asfaltamento da rodovia Antônio Heil, no ano de 1974, praticamente 100 anos após a sua abertura, em abril de 1875.