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Brusque registra dois dias seguidos de acidentes envolvendo patinete e moto elétrica

Registros indicam fato isolado, já que Setram não observa aumento nos casos com ciclomotores

Brusque teve, nesta semana, dois acidentes envolvendo patinete e moto elétrica em dias consecutivos. O primeiro aconteceu na rua Ernesto Bianchini, no bairro Rio Branco, e o segundo no cruzamento da avenida Primeiro de Maio com a Getúlio Vargas.

O primeiro caso foi registrado na tarde de terça-feira, 8, por volta das 13h35. A reportagem esteve no local e apurou que um homem pilotava uma moto elétrica em uma rua adjacente, enquanto uma mulher dirigia um carro pela Ernesto Bianchini. No entroncamento, os veículos colidiram. O acidente foi de baixa gravidade, com danos materiais mínimos. Os bombeiros chegaram a atender a ocorrência, mas retornaram ao quartel após o local ser liberado.

Já o segundo acidente ocorreu na tarde de quarta-feira, 9. Uma jovem de 20 anos ficou ferida após colidir o patinete elétrico que conduzia contra uma picape, dirigida por um homem de 71 anos. Ela foi encaminhada ao hospital pelos bombeiros.

Conforme a Polícia Militar, a picape trafegava pela avenida Primeiro de Maio, em direção ao Centro, com o sinal aberto. Ao cruzar o entroncamento, a jovem, que vinha da avenida Getúlio Vargas em direção à Lauro Muller, acabou batendo no veículo.

Visão da Setram


Questionado pela reportagem, o secretário de Trânsito e Mobilidade, Emerson Andrade, afirmou que a Guarda de Trânsito de Brusque (GTB) não tem registrado aumento nos acidentes envolvendo patinetes e motos elétricas. Ele destacou ainda a importância de informar esse tipo de ocorrência à GTB pelo número 153.

Um fator que reforça essa percepção é a queda no número de pessoas circulando com esses veículos, segundo o secretário. Ele atribui isso a dois pontos principais: o conjunto de regras estabelecidas no município e a divulgação, pela imprensa, de casos de desrespeito às normas, como condutores sem capacete.

“Não pode pilotar quem tem menos de 16 anos, então os pais veem essas regras e já barram os filhos. Além disso, ninguém quer confusão. Toda a movimentação que ocorreu com a audiência pública após a morte ajudou a reduzir o uso desses equipamentos”, explicou Emerson.

Por outro lado, ele destacou que os cursos oferecidos para condutores de ciclomotores têm incentivado o cumprimento das regras. No caso do acidente na Getúlio Vargas, a jovem usava capacete. “Ficamos felizes por ela não ter se machucado mais e ter se protegido. Esse caso é a chave de ouro para nós, porque mostra que nosso objetivo está sendo alcançado: criar consciência do uso do capacete, o que é fundamental”, afirmou.

Orientações para condutores de patinetes e motos elétricas


Além das normas previstas no decreto municipal, Emerson reforça que é essencial respeitar as regras de circulação e a velocidade máxima de 32 km/h. Ele também orienta os condutores a planejarem previamente seus trajetos e evitarem mudanças bruscas na pista.

“Depois dos pedestres, os condutores de ciclomotores são os mais vulneráveis no trânsito, então é preciso ter cuidado”, finalizou.

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