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Candidatura de Carlos Bolsonaro em SC é alvo de amor e rejeição simultaneamente

Amor e rejeição 1
Em discurso, emocionado, com direito a lágrimas, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) anunciou anteontem que deixará a Câmara de Vereadores da capital fluminense, onde está há 24 anos, para disputar, em 2026, uma vaga no Senado por SC. Irá se mudar para São José, na região metropolitana de Florianópolis, onde já alugou um apartamento. O motivo principal da escolha é porque a cidade tem clubes de tiro, e dar tiro é um hobby do herdeiro do ex-presidente.

Amor e rejeição 2
Os planos do “02”, porém, podem naufragar. Em 2022 Jair Bolsonaro conseguiu quase 70% dos votos válidos dos catarinenses. Mas os tempos mudam e os eleitores também. Ontem, o grupo de comunicação ND publicou uma pesquisa apontando que 60,5% dos eleitores de SC acham que Carlos “deveria se candidatar por seu Estado de origem”. O levantamento envolveu eleitores de 95 cidades com 1.008 entrevistas, entre os dias 1º e 2 de dezembro.

Repercussão nacional 1
Ganhou repercussão na mídia nacional a polêmica decisão, por maioria, dos deputados estaduais de SC, que aprovaram o fim das cotas raciais em universidades públicas do Estado. O projeto já seguiu para decisão do governador Jorginho Mello, pela sanção ou não. Caso seja sancionado e se transformar em lei, SC se tornará o primeiro Estado do país a proibir cotas raciais em instituições de ensino vinculadas ao poder público estadual.

Repercussão nacional 2
No meio jurídico diz-se que sua inconstitucionalidade é fragrante. A OAB-SC se manifestou. Considera que as cotas afirmativas não configuram discriminação: “Ao contrário, representam um dever do Estado na promoção da efetiva igualdade e no enfrentamento das desigualdades históricas, resultantes, no caso da questão racial, de séculos de escravização”. Correto.

Carestia
Florianópolis voltou a registrar alta entre as capitais com maior inflação do país. Além de apresentar o segundo maior acumulado em 12 meses entre as 17 cidades analisadas (5,28%), acima da média nacional (4,46%), também ocupa o segundo lugar no acumulado do ano de 2025, com 4,72%, ficando atrás apenas de Vitória (4,75%). Em novembro, a inflação mensal de Florianópolis ficou em 0,22%, próxima da taxa nacional (0,18%) e no centro da distribuição entre as capitais pesquisadas.

Homenagem
Elogiável a iniciativa da deputada Luciane Carminatti (PT), autora de projeto de lei que atribui o nome de Jayro Schmidt ao espaço de oficinas do Centro Integrado de Cultura Professor Henrique Fontes, em Florianópolis. Homenagear personalidades relevantes da arte e da cultura catarinense fortalece a identidade cultural e aproxima os estudantes da história artística do Estado. Lageano de nascimento, Jayro, que tem 78 anos, é um ícone das artes de SC. Também é desenhista, gravador, escritor, professor e uma figura humana ímpar.

Exclusão x inclusão
Na mesma quarta feira em que no plenário da Alesc foi aprovado projeto que não permite a adoção de cotas e outras ações afirmativas pelas instituições de ensino superior públicas ou que recebam verbas públicas do Estado, foram aprovados dois projetos inclusivos. Um determina que bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos similares disponibilizem pelo menos um cardápio físico — ou mural com preços e produtos — quando adotarem o modelo digital por QR Code; o outro assegura matrícula antecipada (60 dias antes) para estudantes com deficiência e autismo, nas redes pública e privada de ensino.

Rota judaica
A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado aprovou esta semana projeto que cria a Rota Turística Judaica, no Rio Grande do Sul, abrangendo os municípios de Quatro Irmãos, Jacutinga e Erebango. O autor do projeto é o senador Jorge Seif (PL-SC).

Qualificação
O Tribunal de Contas do Estado teve projeto de sua iniciativa aprovado esta semana na Alesc no sentido de qualificar ainda mais seu pessoal aprovado em concurso público. De agora em diante, antes de ser admitido, o aprovado será alvo de investigação social e terá que fazer exame toxicológico.

Lavar a alma
De lavar a alma o brilhante artigo do jornalista, compositor, escritor, roteirista, produtor musical, teatrólogo e letrista Nelson Motta em “O Globo” sobre os abusos do STF e a motivação de seu presidente, Edson Fachin, em propor um código de condutas, sob forte reação dos amantes da boca-livre que comanda, que “se acham acima de todos nós”. Acham? Não! Eles têm certeza disso.