Debate sobre candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado de SC cresce e se torna nacional
Debate nacionalizado
A partir da crise do PL de SC, por conta da escolha dos pré-candidatos ao Senado com a presença do intruso Carlos Bolsonaro, a plataforma Palver resolveu medir o debate digital em âmbito nacional. Em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram a família Bolsonaro aparece em 36,91% das menções relacionadas ao tema do arranjo político em SC. Quanto aos demais envolvidos diretamente na crise catarinense, o senador Esperidião Amin é citado em 2,55% das mensagens, enquanto Caroline de Toni soma 2,08% e Ana Campagnolo 1,17%. Para os analistas, é um volume significativo, sinal de que o caso se nacionalizou rapidamente.
Topázio no alvo 1
Se devido à sua popularidade – que está lá em cima – o que causa imenso ciúme, não se sabe, mas parece que alguns deputados estaduais resolveram escolher o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, como alvo de suas críticas nos últimos dias. Primeiro foi Ivan Naatz (PL) que o acusa de omisso quanto ao permanente congestionamento da Via Expressa, que liga as pontes às BR 101 e 282. Depois foi o Padre Pedro Baldissera (PT), rebatendo-o pela sua política de devolver às cidades de origem as pessoas moradoras de rua que chegam à capital catarinense. Qualificou-o como aporófobo, pessoa que tem preconceito contra pobres.
Topázio no alvo 2
A propósito, Baldissera e o padre paulistano Júlio Lancellotti aguardam decisão judicial sobre ação popular que assinam juntos, com outras entidades e pessoas, requerendo a anulação do decreto, chamado “Marmita Legal”, de Topázio, que proíbe entidades e pessoas físicas de distribuir comida para moradores em situação de rua.
Apagão
A Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação da Assembleia Legislativa aprovou requerimento para se discutir, em reunião ampla, o declínio no número de formandos em cursos de engenharia e suas consequências para o mercado de trabalho em SC. Fala-se em “apagão” e buscam-se motivos e soluções.
Terrorismo
Junto com os governadores de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Brasília, Jorginho Mello pôs sua assinatura em ofício enviado ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, pedindo uma audiência, amanhã, para que tenha encaminhamento rápido o projeto que equipara facções criminosas a grupos terroristas.
Efeito dominó
Porto Belo vem se beneficiando pelo efeito dominó das vizinhas Itapema e Balneário Camboriú, e está passando por uma acelerada transformação imobiliária. Tanta que foi o município que mais vendeu imóveis novos no Brasil em 2025, conforme dados da plataforma DWV. O metro quadrado já alcança R$ 35 mil em áreas nobres.
Ciência 1
Relatório das internacionais Agência Bori e Overton, que trabalham com ciência e políticas públicas, contém uma lista dos 107 pesquisadores brasileiros que mais influenciam decisões no mundo. O levantamento considerou menções em documentos estratégicos, relatórios técnicos e pareceres usados por governos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil. Na lista há um único catarinense. É Alexander Christian Vibrans, da Universidade Regional de Blumenau, na 91ª posição.
Ciência 2
Graduado em Ciências Florestais pela universidade de Göttingen (Alemanha), é mestre em Engenharia Ambiental e doutor em Geografia. Atualmente é professor da Furb nas áreas de Dendrologia e Manejo Florestal. Também é pesquisador da área de Inventário Florestal, Ecologia Florestal e Sensoriamento Remoto e coordena o Inventário Florístico Florestal de SC desde 2006.
Sem sanções
O senador Jorge Seif (PL-SC) foi relator de projeto, aprovado na Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, propondo que municípios com menos de 50 mil habitantes não sofram sanções por não elaborarem seu plano de mobilidade urbana dentro do prazo previsto na legislação, que terminou em abril deste ano. Por isso muitos municípios estão impedidos de receber recursos federais para transporte.
Direito para pais
Começou a tramitar na Câmara dos Deputados projeto de lei do catarinense Pedro Uczai (PT) que estabelece uma série de direitos para pais e responsáveis por crianças e jovens com transtornos do neurodesenvolvimento (dislexia, espectro autista, déficit de atenção e hiperatividade) na educação básica. Prevê flexibilidade de horário e abono de ponto, sem desconto no salário, para acompanhamento médico e terapêutico dos filhos.