Deuses americanos
Sou uma péssima fã. Apaixonada, mas distraída. Amor não combina com falta de atenção, o que faz com que eu me sinta menos ligada a meu ídolo. O objeto dos meus arrependimentos, hoje, é Neil Gaiman.
Sou admiradora do trabalho dele desde Sandman. Para mim, do alto do meu conhecimento limitadíssimo, é a melhor série de quadrinhos de todos os tempos. As melhores histórias (ou arcos, um termo que não tenho muita coragem de usar, por me parecer coisa de expert no assunto), as melhores referências, a mistura perfeita entre o universo pop e diversas mitologias. O tom exato de narrativa, que nos conduz com familiaridade e surpresa pela trajetória dos personagens. E que personagens! Sandman e seus irmãos perpétuos são inesquecíveis. A Morte... bem, é a melhor personificação da morte de todos os tempos. Se você não leu Sandman, vale a pena preencher essa lacuna cultural já. Buy, beg, borrow or steal.

Neil Gaiman sabe mexer com nossos corações e mentes, dando pistas que nos permitem descobrir partes da trama – é sempre bom se achar tão inteligente quanto o autor... mesmo que seja uma impressão permitida – e sabe fugir das soluções óbvias dos finais felizes. Ou infelizes. Terminei de ler Deuses Americanos com o mesmo sentimento ambíguo de, digamos assim, esperança na não finitude que tive depois de terminar de ler a revista número 75 de Sandman.
A mistura de deuses antigos e divindades modernas, heróis, vidas pequenas e tragédias cotidianas chega a lembrar a HQ, mas não soa, em nenhum momento, como autoplágio.
Li que o livro iria virar filme. Depois, li que seria transformado em série da HBO. Se não virarem a história do avesso ou na hipótese que Gaiman tenha voz ativa na adaptação, vai ter uma série obrigatória, fundamental e irresistível.
O primeiro a enxergar notícias sobre isso no horizonte, por favor, faça soar o alarme!
Neil Gaiman no Twitter e no Facebook. Porque fã, pelo menos isso, segue o cara e curte e página. 🙂