Disputa por associados entre sindicatos têxteis deve parar na Justiça
Sindmestre não reconhece assembleia que determinou manutenção de trabalhadores no Sintrafite
Após duas empresas têxteis de Brusque modificarem a nomenclatura dos cargos de funcionários, uma discussão foi criada entre dois sindicatos da área têxtil da cidade: o Sindicato dos Trabalhadores Têxteis (Sintrafite) e o Sindicato dos Mestres e Contramestres (Sindmestre). Com a alteração, os trabalhadores que estavam no Sintrafite mudaram automaticamente para o Sindmestre
No último domingo, 21, em assembleia no Sintrafite, foi decidido que cerca de 70 funcionários que passaram por essa situação poderiam decidir se desassociar do Sindmestre e voltar ao Sintrafite.
Veja também:
77% das mortes no trânsito no primeiro semestre são de motociclistas, em Brusque
Moradoras de Guabiruba percorrem de bicicleta Caminho da Fé, em Aparecida
Saiba como foi a última participação do Brusque na Série C e como será a próxima
Neste caso, o pagamento sindical seria diretamente no balcão na secretaria do sindicato, como acontece com os aposentados. Segundo o presidente do Sintrafite, Anibal Boettger, a decisão de qual sindicato se associar será do trabalhador.
"Eles continuam fazendo a mesma função, apenas foi alterada a nomenclatura. Nós entendemos e defendemos esses associados", explica.
De acordo com o presidente do Sindmestre, Valdírio Vanolli, a discussão teve início quando o Sintrafite chamou todos os trabalhadores da área têxtil para a assembleia no cartaz de divulgação, que inclusive englobaria os associados do Sindmestre.
"Entramos com uma medida cautelar tentando impedir", conta. No entanto, Vanolli destaca que a intenção do Sintrafite ficou mais clara com o passar da semana.
"O juiz autorizou a assembleia e o que foi decidido lá será designado em ata, que eles têm que entregar até dia 26 para a Justiça do Trabalho. A nossa assessoria jurídica terá um prazo até 2 de agosto para se manifestar, e aí veremos o que vai acontecer", explica Vanolli.
Entenda
O problema começou após uma indústria mudar o cargo de 50 funcionários e classificá-los como técnicos. A alteração impactou diretamente o Sintrafite, sindicato dos empregados "chão de fábrica", que perdeu filiados ao Sindmestre, dos técnicos têxteis, pessoal de escritório e ocupantes de cargos de chefia.
O problema começou após uma indústria mudar o cargo de 50 funcionários e classificá-los como técnicos. A alteração impactou diretamente o Sintrafite, sindicato dos empregados "chão de fábrica", que perdeu filiados ao Sindmestre, dos técnicos têxteis, pessoal de escritório e ocupantes de cargos de chefia.
Assim, com a nomenclatura alterada, automaticamente os funcionários foram transferidos do Sintrafite para o Sindmestre. Naquele momento, Boettger afirmou que um grupo desses trabalhadores procurou o Sintrafite para tentar continuar associados.
"Quando houve essa mudança esse grupo nos procurou, até porque fomos eleitos por esse associado. Fizemos a assembleia e foi aprovada a decisão", explica.
Vanolli ressalta que os dois sindicatos não chegaram em um acordo. "Na realidade quem faz essa função, é a empresa, não é o sindicato. Não é o papel do sindicato ir lá dizer 'esse é meu' ou 'esse é teu'", explica.
Atrito
Para Boettger, ainda é necessário conversar com as empresas para que possam autorizar o desconto ao sindicato diretamente na folha de pagamento. A ação auxiliaria aos funcionários, que não precisariam ir até o balcão do sindicato para pagar a mensalidade.
Para Boettger, ainda é necessário conversar com as empresas para que possam autorizar o desconto ao sindicato diretamente na folha de pagamento. A ação auxiliaria aos funcionários, que não precisariam ir até o balcão do sindicato para pagar a mensalidade.
Veja também:
Projeto do Samae evita desperdício de água nas escolas de Brusque
Procurando imóveis? Encontre milhares de opções em Brusque e região
Um ano sem Bianca Wachholz: 5 mudanças em Blumenau após a morte da designer
A princípio, o Sindmestre estava preocupado que a ação valeria para todos os trabalhadores, não somente aos que tiveram a nomenclatura de cargo modificada.
"É ruim para o movimento sindical, porque temos uma carta sindical e ela precisa ser respeitada. Se a pessoa faz a função de técnico ou de líder, ele tem que passar para o nosso sindicato, então a gente vai brigar em cima disso", conta Vanolli.