EXCLUSIVO – Petição contesta transferência de presídio de condenada por assassinar o empresário brusquense Chico Wehmuth
Advogado alega falsidade nos argumentos da defesa e afirma que presa busca vantagens indevidas
Uma petição apresentada à Vara de Execuções Penais de Itajaí contesta o pedido de transferência de Sandra Maria Bernardes, condenada pela morte do empresário brusquense Chico Wehmuth em 2014, do Presídio Feminino de Itajaí para uma unidade em Joinville.
O documento, protocolado em 8 de agosto de 2025 pelo advogado Clóvis Darrazão, afirma que os argumentos apresentados pela defesa da presa seriam falsos e teriam como objetivo “a obtenção de vantagem indevida”.
Segundo a manifestação, Sandra teria alegado que construiu sua vida em Joinville e que teria familiares em Pomerode, mas não apresentou provas.
“Sandra sempre conviveu em Brusque, local onde mantém laços consanguíneos e onde tramou e executou, dolosa e covardemente, aquele que mais lhe auxiliava – moral e materialmente”, escreveu o advogado.
Na petição, Darrazão descreve a detenta como “cruel, ardilosa e dissimulada”, defendendo que o pedido de transferência faz parte de uma estratégia para obter benefícios pessoais. Ele sustenta ainda que a condenada não demonstra possibilidade de ressocialização.
O advogado também citou decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o uso abusivo do direito de petição, afirmando que o processo judicial não pode ser transformado em “simulacro de processo” para interesses particulares.
Pedido segue em análise
Apesar da contestação, o processo de transferência de Sandra segue em andamento. O Presídio de Joinville já se manifestou favorável à permuta de internas e o Ministério Público de Santa Catarina não apresentou objeção, mas a unidade de Itajaí rejeitou a primeira indicação de troca por considerar a interna sugerida inadequada.
A decisão final sobre a transferência cabe à administração prisional.
Vídeo revela confissão inédita
Paralelamente à discussão sobre a transferência, o caso ganhou um novo desdobramento. O jornal O Município obteve acesso, com exclusividade, a um vídeo em que Sandra admite ter participado do assassinato do empresário brusquense Amílcar Arnoldo Wehmuth, conhecido como Chico, morto por envenenamento em 29 de junho de 2014, aos 70 anos.
Na gravação, Sandra afirma ter contado com a participação de duas pessoas “no fato”: Josiane Cristina Amandio, que trabalhava como empregada doméstica para ela na época, e Claudeir, suposto conhecido de Josiane. As declarações levaram a Polícia Civil a instaurar um novo inquérito para apurar os possíveis cúmplices.
As revelações são inéditas, já que, durante todo o processo judicial, incluindo o julgamento no Tribunal do Júri, em setembro de 2018, Sandra sempre negou o crime e nunca mencionou a participação de terceiros.
O delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, Fernando de Farias, confirmou a abertura do inquérito. Fontes jurídicas consultadas pela reportagem, no entanto, destacaram que a condenação de Sandra pelo homicídio deve permanecer inalterada.
A defesa da detenta informou, no dia 11 de agosto, que conversaria com a cliente para apresentar os esclarecimentos necessários à apuração do caso. Até o momento, não houve retorno por parte da defesa à reportagem.
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