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Feliz 2026!

No verão brasileiro, todos os caminhos levam à praia e ao mar com as suas ondas em movimento, num vaivém que parecem chamar as pessoas para um refrescante banho nas suas salgadas águas. Como não sou diferente, nos últimos tempos, passei o final de ano em Balneário Camboriú. Já três ou quatro dias antes do Natal, acompanhei a chegada de veranistas vindos de todos os cantos deste país. E, também, de países vizinhos, argentinos sempre em primeiro lugar, porque para los hermanos platinos não há crise que os faça ficar em casa.

Depois do Natal, então, a cada dia, o número de turistas aumentou a olhos vistos. Bastava observar a praia, as calçadas, os bares e restaurantes lotados. A romaria dessa gente de rodas nos pés, chamada turista, que enfrenta horas e até dias de viagens para vivenciar momentos de puro lazer e de aventuras passageiras, tudo para satisfazer ao gene cigano que corre em nossas veias, seguiu num crescente para atingir o pico no último dia do ano.

Desde a manhã, uma procissão de veranistas carregados com comida e bebida transformou a praia numa densa floresta de guarda-sóis e barracas fincadas sobre a areia branca. Numa espécie de último piquenique do ano, muitos ali permaneceram até a chegada do novo ano. Mas, depois da ceia em casa, por volta das onze da noite em diante, é que o grosso da multidão foi chegando para assistir ao show pirotécnico da virada do ano,

Como sempre, foram 15 minutos de ilusão colorida a pipocar nos céus da Praia Central da Dubai brasileira. Terminado o espetáculo, a euforia contagiante tomou conta de todos. No calor da emoção coletiva, os abraços, os desejos e as conhecidas e repetidas promessas. Naquele momento mágico, não há espaço para tristeza nem para problemas que são jogados na agenda do amanhã.

No dia seguinte, também como sempre, as autoridades informaram que mais de um milhão de pessoas assistiram ao grande espetáculo de fogos e cores, número que me parece superestimado. Afinal, em evento público, nunca se sabe quantas pessoas lá estiveram e os promotores sempre exageram na contagem.

Não foi só em Balneário Camboriú. Festa de final de ano com música e show pirotécnico está virando moda. Embora seja pago com dinheiro público, pão e circo sempre foi aplaudido pelo povo que durante o espetáculo, esquece das amarguras da vida. E a nossa Brusque também não deixou de esperar a chegada de 2026 com fogos e cantorias. Pelo que li neste jornal, muita gente esteve no pavilhão da Fenarreco para festejar a chegada do Novo Ano.

Pois é. Com fogos ou sem fogos, a verdade é que já estamos vivenciando os primeiros dias de um novo ano. Como escreveu um colega de Academia, que este seja um tempo de mais encontros e menos desculpas; mais presença do que ausência; mais escuta do que julgamento; mais amor em ação do que palavras vazias. Que assim seja para todos.

Aos meus leitores, Feliz Ano de 2026!