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Livro de autor de Itajaí é o mais vendido da Amazon em 2025

Best-seller

A Amazon divulgou a lista dos 10 livros mais vendidos em sua plataforma neste ano. O curioso é que o primeiro e o segundo lugar são títulos para colorir. Em terceiro lugar, está o devocional “Café com Deus Pai 2025”, do itajaiense Júnior Rostirola.

Convencimento

Carlos Bolsonaro agora faz postagens bajulando o rstado catarinense e sua gente. Na mais recente escreveu: “Como meu pai sempre afirmou: ‘Santa Catarina é o Brasil que deu certo’ É com essa convicção que assumo novos compromissos, com serenidade técnica, responsabilidade institucional e coragem moral, para contribuir com a ampliação e o fortalecimento do legado construído pelo meu pai, o presidente Jair Messias Bolsonaro — um legado que transcende pessoas e se ancora em princípios”. Para convencer mais eleitores e ganhar seu voto para o Senado, terá que melhorar o conteúdo, em vários sentidos.

Onda conservadora

A onda conservadora que só cresce em SC – os vários projetos aprovados há dias no seu Legislativo são o exemplo maior – avança agora sobre o naturismo. A famosa Praia do Pinho, em Balneário Camboriú, poderá perder a condição nudista. Moradores do seu entorno fizeram um abaixo-assinado pedindo que ela volte a ser aberta a todos, sem mais “atos obscenos, abordagens a pedestres, descarte irregular de resíduos e danos à vegetação”.

Arte diminuída

O Centro de Artes, Design e Moda da Universidade do Estado (Udesc) emitiu moção de repúdio à decisão da Secretaria de Estado da Educação que reduziu a carga horária do componente curricular “Artes” nas escolas estaduais do ensino médio a partir de 2026. Nesse componente estão as linguagens de artes visuais, música, dança e teatro. Lamentável.

Usina indígena

A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou projeto que permite a construção de usinas hidrelétricas no Rio Irani, nas terras indígenas de Toldo Chimbangue I e II, em SC. O colegiado acatou o relatório do senador Jorge Seif (PL-SC) ao projeto de decreto legislativo 723/2019, do ex-senador e atual governador de SC, Jorginho Mello. O ambientalismo-caviar está calado, por enquanto.

Politização social

A excessiva politização de ações sociais, literalmente, está desafiando a paciência e tirando tempo de trabalho de autoridades. Exemplo mais recente é o caso dos moradores de rua que a Prefeitura de Florianópolis está ajudando a mandar de volta para suas origens. O MPF contesta a estratégia com diversas alegações. Contudo, o mesmo MPF não toma nenhuma atitude em relação ao fato gerador, ou seja, quem está enviando estas pessoas para Florianópolis. Porque dinheiro para as passagens de ônibus essas pessoas não têm, principalmente quando vem de muito longe. É mais adequado e justo que cada cidade resolva a sua situação social. Exportar pessoas em vulnerabilidade e ainda por cima com prováveis falsas promessas é sobretudo uma crueldade.

Serviços ambientais

Assunto que se discute há décadas tem, enfim, uma definição: o governo estadual, com aprovação legislativa, vai instituir a Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais. Proprietários de terra que prestem serviços ambientais, como a conservação de vegetação nativa ou restaurem áreas degradadas, receberão um pagamento — em dinheiro ou na forma de serviços e benfeitorias — do poder público.

Economia milionária

Trabalhar levando a termo o que manda o regulamento, em bancos estatais, nem sempre funciona como uma garantia de emprego. É o caso de dois gerentes da unidade Caixa Asset, que se opuseram no ano passado à compra de um lote de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master, consideradas arriscadas demais para os padrões do banco. Eles elaboraram uma justificativa técnica e fundamentada. Foram demitidos por causa disso. Agora, estão acionando a Justiça trabalhista para processar a Caixa após perderem os seus cargos. O negócio nunca foi concretizado. A conduta correta dos profissionais representou uma economia de R$ 500 milhões aos cofres da Caixa Econômica Federal.

Descrédito

É com tais decisões que nosso “Supremo” está indo para o descrédito total. O que dizer da decisão do ministro Dias Toffoli de proibir o acesso da CPI do INSS aos dados de quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Daniel Vorcaro e de outros diretores do vigarista Banco Master presos na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal? De estarrecer. De estarrecer mais ainda é saber que não há limites para as barbaridades desses magistrados.