Mais de 60% das mulheres que casaram em 2024 em SC não adotaram sobrenome do marido
Liberdade feminina 1
Uma estatística publicada pelos cartórios de registro civil do Brasil mostra uma particularidade do comportamento feminino catarinense que chama a atenção: 60,60% das mulheres que casaram no Estado em 2024 optaram por não adotar o sobrenome do marido. Quem chegou mais perto delas foram as paranaenses, 54,50%, e depois as paulistas, 49,70%. Quem pouco se importou com isso foram as piauienses, com 9,60%.
Liberdade feminina 2
Em todo país a média de adoção do sobrenome do marido é de 39,7% dos matrimônios. Especialistas dizem que os dados refletem um movimento de independência feminina, com a progressiva qualificação profissional e entrada no mercado de trabalho. Os quatro Estados com maior percentual de mulheres trocando o sobrenome (SC, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro) estão entre as principais economias brasileiras. Costumes regionais, influências religiosas, status e falta de informação, além do custo em si, estão entre fatores que contribuem para as diferenças.
Escola imobiliária
Com sede em Florianópolis, SC terá primeira escola superior imobiliária do Brasil, uma faculdade voltada ao mercado da construção civil, com cursos técnicos, graduação e pós-graduação nas modalidades à distância e semipresencial. Portaria que credenciou a escola, mantida pelo Instituto Brasileiro de Educação Profissional (Ibrep), foi assinada esta semana pelo ministro da Educação, Camilo Santana.
Refúgio inseguro
Gente graúda com culpa no cartório acha que refugiar-se em Balneário Camboriú, misturando-se aos milhares de abonados de fato (e muitos não, como os registros policiais confirmam a toda hora), ninguém vai encontrá-los para pagar seus malfeitos. Uma prova das últimas horas é Fernando Sampaio de Souza e Silva, 36 anos, responsável pela empresa Outsider Tours, que oferece pacotes fajutos de viagem para torcedores acompanharem eventos esportivos in loco, como finais de torneios continentais (Libertadores e Uefa Champions League) e até Fórmula 1. Foi preso anteontem pela Polícia Civil de SC, num prédio de luxo na cidade catarinense. Era foragido d Justiça do Pará e investigado pelo golpe em outros Estados.
Alerta
Em abril do ano passado, o Tesouro Nacional publicou uma cartilha de combate às fraudes fiscais e um dos exemplos foi o uso de papéis já sem valor do extinto Banco do Estado de SC (Besc), nas vigarices biliardárias do banqueiro Daniel Vorcaro, do liquidado Banco Master. Ele tentou monetizar os papéis, que desde a incorporação do Besc ao Banco do Brasil passaram a ter apenas valor histórico já que os acionistas do banco catarinense foram devidamente compensados pelo incorporador na época.
“Made in Brazil”
Apesar do estardalhaço inicial com o tarifaço de Donald Trump, sete Estados brasileiros tiveram em 2025 o maior valor de exportações de suas séries históricas, dentre eles SC, o terceiro no ranking, depois do Rio de Janeiro e Minas Gerais, com US$ 12,2 bilhões, um avanço de 4,4%. O desempenho catarinense veio dar carnes, acompanhadas por produtos industriais, como geradores elétricos, motores e itens do setor madeireiro. SC vendeu menos para os Estados Unidos, mas ampliou suas exportações, principalmente para Argentina, China e Chile.
Comparação
O valor arrecadado pelo Estado em 2025 com o trabalho remunerado de pessoas privadas de liberdade foi de R$ 32 milhões. O governador Jorginho Mello festeja fazendo uma comparação: tal receita é a metade do custo da triplicação da SC-401, que está sendo feita na Ilha de SC. Atualmente o Estado tem mais de 200 convênios ativos, envolvendo empresas privadas, prefeituras, o próprio governo estadual e empresas de economia mista, que viabilizam a atividade laboral nas unidades prisionais com mais de 10 mil presos trabalhando de forma remunerada.
Melhor arroz
O presidente Lula da Silva sancionou anteontem a lei 15.323/26, que confere ao município de Mirim Doce, em SC, o título de Capital Nacional do Melhor Arroz. Com 2.800 habitantes, localizado no Alto Vale do Itajaí, tem no cultivo do grão uma de suas principais atividades econômicas, porém com gestão sustentável da água utilizada na irrigação e uso intensivo de tecnologia.
Condomínio
A inadimplência condominial tem sido um problema tão recorrente entre os beneficiários do Programa Minha Casa Minha Vida que o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC) tenta resolvê-lo ou suavizá-lo com um projeto de lei., que estabelece um fundo, no próprio condomínio, para garantir a quitação de tais dívidas. A falta de pagamento compromete a manutenção das áreas comuns, serviços essenciais e até mesmo a conservação dos imóveis.