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Nostalgia próxima

O canal Comedy Central, que entrou na operadora de TV por assinatura que uso (por enquanto!) há poucas semanas, está tendo uma função involuntária na minha existência pop. Com ele, estou preenchendo lacunas pop dos tempos em que ainda não tinha chegado ao admirável mundo novo das opções televisivas. Perdi o melhor da festa, claro. Do jeito que temos cada vez menos segmentação , cada vez mais obrigação de ver programas dublados e cada vez mais preenchimento comercial da tela, a festa está acabando.

Foi assim que vi, na época certa, uns dois ou três episódios de Dharma & Greg, na casa de parentes mais sincronizados. Achei a premissa da série boa, a relação do yuppie com a hippie de segunda geração. O elenco também é uma delícia, especialmente, claro, Jenna Elfman. Sou fã, pelo menos desde o filme Tenha Fé.

Agora, o novo canal está reprisando a primeira temporada e, pelo menos desta vez, tive a sorte de pegar desde o começo, desde o piloto. Uma delícia cheia de surpresas: Dharma & Greg, que foi ao ar originalmente entre 1997 e 2002, era uma co-criação de Chuck Lorre, que foi explodir   – em seguida! – com Two and A Half Men, em 2003.

A gente pensa que núcleos e panelinhas são coisa da Globo, mas na verdade são bem mais universais: no terceiro episódio, temos a surpreendente ponta de um Jon Cryer cabeludo, ainda bem diferente do futuro Alan Harper. Em contrapartida, o casal de personagens faz uma aparição na casa de Charlie Harper, à venda depois da morte forçada do protagonista de Two and a Half Men. Jenna Elfman já tinha participado da série como a completamente doida Frankie, na terceira temporada, exaustivamente reprisada pela Warner. 

Tem os dois trechos aí abaixo. Assim você não precisa emburrar por não ter acesso ao canal ou por ter perdido esses detalhes. Agradeça aos usuários do YouTube.

O segundo trecho é daqueles mais egoístas, que você vai ter que ir ver direto no Tube. Vale a pena clicar – e é rapidinho.

É a turma de Lorre. Fico imaginando que outras criaturas conhecidas de outras histórias ainda visitarão Dharma e Greg. Reprises são a memória palpável. E a recuperação do tempo perdido. A gente, é claro, continua esta conversa outro dia.