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Olheiras do Grammy

“Eu faço samba e amor até mais tarde... e tenho muito sono de manhã”

Sempre me lembro do Chico nos day after de ficar assistindo as premiações na TV. Vigílias da cultura pop. Ontem foi noite de Grammy, um Grammy cheio de homenagens a Whitney Houston, encaixadas na última hora e talvez melhores assim, menos elaboradas. Mas a noite foi dos vivos: Adele saiu da cerimônia com os braços cheios de prêmios, linda, mostrando na prática que o comentário feito por Karl Lagerfeld – de que ela é “too fat” – tem a profundidade de um CD.

E lá vou eu mais uma vez me assumir velhinha dos Muppets: acredito piamente que exista uma relação direta entre coreografia, exército de dançarinos e música descartável, digamos assim. Quanto mais gente no palco, dançando, pior. Quanto menos, mais. Não dá nem para comparar a performance de Adele com as de Katy Perry ou da ainda mais sem noção Nicki Minaj. Muito barulho por nada.

A noite também teve outros donos: Beach Boys, Bruce Springsteen e, resumindo tudo, Paul McCartney, que, cada vez mais animado e soltinho, fechou a festa em uma jam que deixa claro que o prazer da música independe de alegorias & firulas. Dave Grohl se divertiu.

 E a gente vai de carona na diversão deles, e, mesmo trocando o samba por outros gêneros, dorme muito tarde e morre de sono de manhã. Ou tem juízo e vê tudo no YouTube no dia seguinte, claro. ?

E ainda falta o Oscar.