R.I.P. Leonard Cohen
A ideia, hoje, era trazer para as músicas de sexta do blog algo musculoso, fundamental, histórico. Porque a ideia era comemorar o novo trabalho dos Stones. Mas este 2016 não veio para brincadeiras e, depois de tantas perdas, terminou a quinta-feira com mais uma notícia triste: aos 82 anos, lá se foi Leonard Cohen.
Ok, morrer depois dos 80 não pode ser considerada uma morte precoce. A pessoa teve a chance de realizar-se e realizar muita coisa, teve a chance de rever sonhos, de aceitar impossibilidades, de acompanhar toneladas de mudanças. Teve a chance de ter uma longa história e de negociar com as limitações da idade. Mas nada disso impede que a gente leve um choque físico ao perceber que mais um dos grandes poetas, um músico e uma voz preferido dos músicos e dos cantores, um influente, não vai mais ter a chance de nos surpreender com suas novidades.
https://www.youtube.com/watch?v=DHqqlm9yf7M
Como as pessoas sempre ficam curiosas a respeito (embora a importância disso seja questionável) a causa da morte do escritor e músico canadense ainda não foi divulgada.
Vamos ouvir muito Hallelujah (como sempre, na versão de Jeff Buckley) nos próximos dias. A música preferida dos segmentos In Memoriam das premiações e dos momentos tristes dos filmes (embora não seja uma música religiosa ou um réquiem) será usada como trilha do luto de seu autor.
https://www.youtube.com/watch?v=YrLk4vdY28Q
Se algo pode nos consolar da perda, talvez seja o fato de Cohen ter lançado um álbum novo , You Want it Darker, neste ano que merece ser chamado de fatídico. Mas não tem como evitar o pensamento de que os grandes, os que enxergam além do óbvio, os que, ainda que abaixo da linha de atenção do grande público e da grande mídia, definem a arte e a cultura, estão indo embora. E deixando valores muito menores em seu lugar.