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Obras do Parque das Esculturas são restauradas por artistas pláticos

Restauração promete fazer do parque brusquense referência internacional

Em poucos meses, o acervo de 40 obras de importantes artistas do mundo vai se transformar oficialmente no Parque das Esculturas. O espaço está sendo construído pela Prefeitura de Brusque e promete se tornar uma das principais atrações artísticas e culturais não apenas de Santa Catarina, mas de todo o Brasil.

As obras no local ganharam um novo fôlego nas últimas semanas com o trabalho de recuperação e restauração das peças que irão compor o parque. “O trabalho de curadoria das obras iniciou em 2009, e agora, de fato, o trabalho se concentra na restauração das peças. Algumas delas estão em exposição ao ar livre desde 2002 e acabaram sofrendo abalos. Todo o detalhamento das obras está sendo feito para o restauro completo das peças”, destaca o secretário de Comunicação de Brusque, Didi Maçaneiro.
O trabalho de limpeza e restauração das obras está sendo feito em conjunto pelos artistas Pita Camargo e Lilian Martins. Fazem parte do acervo do parque obras de artistas como Oscar Niemeyer, Amilcar de Castro, Francisco Brennand, Juarez Machado, Xico Stockinger e Tomie Ohtake. “Será o maior acervo de obra de arte de mármore ao ar livre da América Latina”, afirma Maçaneiro.
>> Veja como é feita a restauração da obra de Oscar Niemeyer
Obra única

A principal obra do Parque das Esculturas é desenhada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Intitulada “Tortura nunca mais”, faz alusão ao período da ditadura vivido no Brasil. O trabalho de restauração de uma das três únicas esculturas projetadas pelo arquiteto iniciou na quarta-feira, 26. O responsável por recuperar a peça é o escultor gaúcho Jorge Schröder.
“Ele é um ícone universal, um arquiteto conhecido no mundo inteiro e deixou esse legado em Brusque. Para um escultor poder realizar uma obra deste porte é algo muito satisfatório”, afirma.
As obras
As obras presentes no Parque das Esculturas são herança do Simpósio Internacional de Esculturas, realizado em Brusque de 2001 a 2007. Por 30 dias, a cidade reunia escultores consagrados de todo o mundo que transformavam o Kartódromo Municipal e um grande ateliê a céu aberto. Todas as obras criadas durante o evento se tornaram Patrimônio de Brusque. Nas sete edições do Simpósio foram confeccionadas 106 peças. Dessas, 40 farão parte do acervo do parque e as outras 66 peças integrarão a Rota 66 – diversas áreas da cidade que abrigarão os trabalhos artísticos, formando uma rota cultural no município.
Infraestrutura

Além da recuperação das esculturas, o trabalho no local se concentra na melhoria da infraestrutura. Com a conclusão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Macrodrenagem no ano passado, foi possível retomar as obras no local.
De acordo com ele, a iluminação do parque será um dos diferenciais. “Cada peça terá iluminação própria em LED para valorizar. Será um show a parte”, declara. O projeto prevê ainda um espelho d’água para valorizar ainda mais a obra de Niemeyer, a principal do parque.