Observatório Astronômico é tema de ação judicial

Vereador Ivan Martins diz que Ciro Roza deixou R$ 376 mil em caixa para Paulo Eccel continuar a obra

Observatório Astronômico é tema de ação judicial

Vereador Ivan Martins diz que Ciro Roza deixou R$ 376 mil em caixa para Paulo Eccel continuar a obra

O vereador Ivan Martins (PSD) apresentou ontem, na tribuna do Legislativo, documentos que, segundo ele, comprovam que a gestão anterior deixou de executar a obra do Observatório Astronômico de Brusque, deixada inconclusa pela gestão Ciro Roza (PSD). Martins alega que o correligionário deixou dinheiro em caixa para que Eccel executasse o restante da obra, mas que isso não foi feito. O fato motivou, inclusive, o ajuizamento de ação civil pública contra o ex-prefeito, proposta pela gestão interina de Roberto Prudêncio Neto.

“Por diversas vezes fomos questionados sobre obras do governo do prefeito Ciro Roza, diversas vezes fomos cobrados [pelos vereadores do PT], inclusive nos perguntando onde estava o dinheiro, numa alusão de que esse dinheiro havia sido desviado”, disse Martins. “Como não éramos governo, não tínhamos acesso à documentação, e dificuldade em mostrar à população a realidade dos fatos”.

Martins se refere ao convênio de pouco menos de R$ 1 milhão firmado entre a prefeitura e o governo do estado, para execução da obra do Observatório Astronômico, na região conhecida como Montserrat. A gestão Eccel sempre reiterou que a obra foi deixada inconclusa por Roza, mas que no sistema de prestação de contas estava dada como concluída.

O vereador apresentou um laudo técnico, finalizado há cerca de três anos, e assinado por um engenheiro e pelo ex-procurador do município, Elton Riffel. Nesse documento é informado que as obras foram entregues concluídas em cerca de 50% pelo ex-prefeito Ciro Roza, e que por não ter tido continuidade, apresentava sinais de deterioração.

Ivan Martins disse, ainda, que a planilha de custos que acompanha o laudo trazia a informação de que no dia 31 de dezembro de 2008, último dia da gestão Ciro Roza, este deixou R$ 376 mil no caixa da Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Brusque (Codeb), responsável pela execução da obra, com a recomendação de que o dinheiro fosse usado, pela gestão seguinte, para concluir os serviços. “A situação que essa obra se encontra hoje a culpa é do prefeito cassado Paulo Eccel”, afirmou o parlamentar.

“Onde está esse dinheiro?” continuou Martins, “vejam a intenção do governo da época de deixar uma obra parada porque foi iniciada pelo outro governo, vejam o prejuízo que foi dado ao município em paralisar esta obra”.
Oposição rebate

O vereador Felipe Belotto (PT), líder da oposição, rebateu as críticas, e disse que o fato citado por Martins revela “maluquice administrativa” da gestão Ciro Roza. “Quando cita a Codeb, que era a empresa que deveria executar a obra, e recebe antecipadamente o valor para uma obra que não estava concluída, isso é uma prova de como havia uma certa maluquice administrativa na maneira como eram feitos os convênios”.

Marli Leandro, também do PT, reiterou a versão sustentada pela gestão passada, de que a obra foi dada como concluída por Roza, sem de fato estar. “Será que não tem lá uma nota fiscal da Codeb dando a obra como concluída, assim como na creche do Paquetá?” disse a vereadora, “A nossa cobrança é neste sentido: obras dadas como concluídas e não estavam concluídas”.

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