Vereador de Balneário Camboriú, filho “04” de Bolsonaro é processado por ex-ministro
“04” acusado
Deu entrada na Justiça de Balneário Camboriú ação por danos morais do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, contra o vereador Jair Renan Bolsonaro. Em junho do ano passado, o “04” postou em sua conta o X, antigo Twitter, comentário sobre o arquivamento, pela Procuradoria-Geral da República, de investigação que envolvia Lupi e ex-integrantes da Previdência na fraude bilionária do INSS. A investigação foi arquivada.
Ataque 1
Continuam os ataques aos catarinenses na mídia nacional. Marco Antônio M. de Oliveira teve mensagem publicada na “Folha de S. Paulo” de ontem, comentando que “já começaram os preparativos para engavetar o caso do cão Orelha”. Depois de outras considerações finaliza: “Aliás, não custa lembrar, fascismo se escreve com ´sc´ de Santa Catarina”.
Ataque 2
Ana Cristina Rosa assinou artigo no mesmo jornal na edição de segunda-feira, sob o título “Nome de santa, atitude de racista”, referindo à proibição de cotas por lei estadual e o caso do cão Orelha, dizendo, no terceiro parágrafo que “parece incrível, mas alguém precisa lembrar aos políticos (e a muitos dos habitantes) de SC que o estado integra uma federação composta majoritariamente por pessoas autodeclaradas pretas e pardas (56%, pelo IBGE)”.
Ataque 3
Onde foi buscar isso? O mesmo IIBGE diz que em SC os brancos são 81,5% dos habitantes e que pessoas pretas e pardas representavam 18,1% (dados do IBGE de 2021). Um detalhe a considerar: o Censo de 2022 mostra que nos últimos 12 anos houve alta de 88,6% entre pardos e de 68,6% entre pretos no estado. São 813 mil pessoas a mais, aumento total de 84,78%.
Multicor
Depois que sancionou a lei proibindo cotas raciais nas universidades públicas de SC e financiadas com recursos públicos, Jorginho Mello passou a ser “pesquisado” sobre o tema. No portal do Tribunal Superior Eleitoral consta que o governador declarou-se pardo nas eleições de 2018, quando concorreu ao Senado e branco em 2022, mesma cor que declarou em 2014.
Carros voadores
Com uma frequência impressionante, surgem a toda hora novidades acerca do mercado imobiliário do litoral catarinense. Uma das mais recentes é sobre apartamentos de até 45 m² que passaram a liderar os lançamentos de alto padrão em Itajaí. O arranha-céu Raro, com 50 andares, na Praia Brava, além de academia de 300 m², coworking com salas privativas e estúdio de podcast, restaurante de alto padrão aberto ao público, um spa suspenso com vista para o oceano e um heliponto, terá também o primeiro estacionamento para eVTOLs (carros voadores) da região.
Ontem e hoje
O prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo estadual, João Rodrigues, lembra que o principal inimigo do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), na companha de 2024 foi o PL, incluindo Jorginho Mello. Um ex-inimigo que agora é seu pré-candidato a vice-governador. A política é mesmo a arte de engolir sapos.
Incentivo à reciclagem
Prática comum no primeiro Mundo pode chegar ao Brasil com projeto de lei do deputado federal Cabalchini (MDB-SC), já aprovado na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados: institui o sistema de cashback (crédito financeiro) para consumidores que realizarem a destinação correta de resíduos recicláveis, com descontos nas faturas de energia elétrica e água.
Reforma “suprema” 1
O que a OAB-SC ainda pensa em fazer, através de uma comissão temática já constituída, sua congênere paulista já mandou para o Supremo Tribunal Federal um conjunto de propostas a serem incluídas no Código de Conduta a seus ministros. O documento foi elaborado por uma comissão formada por dois ex-presidentes da Corte, Ellen Gracie e Cézar Peluso, além de ex-ministros da Justiça e juristas.
Reforma “suprema” 2
O que a comissão catarinense já antecipou, encontra quase total paralelo na paulista, ou seja, sugere o fim do princípio da vitaliciedade, que ministros sejam vedados de julgarem processos nos quais as partes ou os advogados representantes sejam parentes de até terceiro grau ou pessoa com “amizade íntima”. Outra proposta é pôr fim à promiscua participação de “supremos” em eventos patrocinados por grupos que tenham “interesse econômico” em processos na Corte. Os paulistas não fazem menção à necessidade de fortalecimento do modelo de decisões colegiadas.