Prancheta - Cristóvão Vieira

cristovao@omunicipio.com.br

Os detalhes da batalha no Heriberto Hülse

Coluna fala sobre o jogão entre Criciúma e Brusque e a chegada de Ovelha no Metropolitano

Prancheta - Cristóvão Vieira

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Os detalhes da batalha no Heriberto Hülse

Coluna fala sobre o jogão entre Criciúma e Brusque e a chegada de Ovelha no Metropolitano

Prancheta - Cristóvão Vieira

Fui testemunha ocular de uma odisseia campal. Ainda não encontrei o nome do sentimento que tive no final do 4 a 4 com o Criciúma. Não era frustração, porque o Brusque jogou de igual para igual com um adversário direto dentro de seu campo e arrancou um ponto preciosíssimo. Também não era euforia, porque na boca ficou aquele amargo – vencendo por 4 a 2 aos 41 minutos do segundo tempo, o time sofreu dois gols.

O que sei é que Brusque e Criciúma protagonizaram um jogo épico na manhã de domingo. Como dá gosto quando a proposta das duas equipes em campo é atacar! Encheu os olhos. Pena para grande parte dos torcedores carvoeiros que abandonaram o estádio antes do apito final, acreditando que não teria mais jeito e a derrota estava decretada.

Agora, em casa, contra um Metropolitano lutando contra o rebaixamento e no meio da troca de técnico, não se pode pensar em outra coisa a não ser a vitória. Mas é clássico Metrusque, e o coração do torcedor quadricolor terá que aguentar mais emoções.
Ovelha do lado de lá

O homem já está até de uniforme novo! Quis o destino que Mauro Ovelha, após dois anos de Brusque, fosse para o principal rival. E logo às vésperas do Metrusque de quarta-feira. Coisas do futebol! Assim como chegou em Brusque em 2015, terá que dar uma de bombeiro. Naquele ano, tinha a missão de levar o quadricolor ao acesso do Estadual após uma campanha irregular, e obteve sucesso. Agora precisa tirar o time de Blumenau da zona de rebaixamento.


Vai ter fôlego para a Superliga?

Chegar na grande final e conquistar uma vaga na Superliga já é uma realidade bastante tangível para a Abel/Havan/Brusque. A equipe está na semifinal da Superliga B e enfrenta o Clube Curitibano, equipe que as brusquense já venceram na primeira rodada, fora de casa. A grande questão é sobre o futuro do projeto. Terá fôlego – e por fôlego, entenda-se dinheiro – para disputar a principal competição nacional de voleibol? Ou terá que desistir da vaga? Apenas uma coisa é certa: estar entre as quatro melhores equipes da competição com um orçamento tão diminuto é um feito digno de aplausos.

Crédito: Márcio Costódio/Arquivo O Município

Bruscão e seus números

O Brusque está há seis partidas sem perder. Desde que Pingo estreou, foram nove jogos com uma derrota, três empates e cinco vitórias. Neste returno, o time tem seis gols marcados e quatro sofridos, mas antes do jogo contra o Tigre, ficou quatro jogos sem ter as redes estufadas. O quadricolor tem o quarto melhor ataque com a quinta melhor (ou pior, dependendo se o leitor acha que o copo está meio cheio ou meio vazio) defesa.


Telefones tocando

Torcedor do Brusque, mantenha os pés no chão: vai ser difícil manter grande parte desse elenco para o Brasileirão Série D. Para o bem ou para o mal, o contrato com todo esse elenco vai apenas até o fim do Estadual. Dirigentes de times da Série A e B já estão assediando os destaques do time, e aí é difícil segurar. Fato absolutamente normal.


Um estádio e muitas histórias

Vivemos o período de futebol amador em Brusque, em que os jogadores são geralmente os protagonistas. Contudo, os palcos de todas as partidas precisam ser igualmente reverenciados. Aqui está uma recordação do cinquentenário estádio do América, do bairro Steffen, hoje um dos campos mais bem preservados do município e a casa do América, atual quarto colocado do Campeonato Municipal. O registro é dos anos 1980.

Crédito: Acervo Valmir Groh/ Curto Fotos Antigas de Brusque

 

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