Prédio abandonado prejudica paisagem

Futuro do terreno, na entrada de Brusque, está nas mãos da Justiça

Prédio abandonado prejudica paisagem

Futuro do terreno, na entrada de Brusque, está nas mãos da Justiça

O esqueleto de um prédio na entrada de Brusque, na rodovia Antônio Heil, incomoda moradores da redondeza. A construção, abandonada há quase 20 anos, tomada pelo mato, situa-se próximo a pontos turísticos da cidade, como o Parque das Esculturas e o Pavilhão de Eventos Maria Celina Imhof. O Município Dia a Dia recebeu reclamações e cobranças da população quanto ao que será feito para solucionar o problema.

O secretário de Turismo, Norberto Maestri, o Kito, diz que com certeza o esqueleto do prédio gera preocupação quanto à paisagem da cidade. “Está bem no portão de entrada. Todos que passam por ali reparam aquele espaço”, diz. Segundo Kito, já estão tomando providências para que o local se mantenha, pelo menos, limpo. “Temos essa preocupação de manter nossa cidade bonita e organizada. Essas construções abandonadas acabam prejudicam nosso visual”, diz.

O diretor do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Laureci Serpa Junior, diz que a prefeitura só pode interferir e pedir demolição em construções abandonadas quando um laudo aponta que está colocando alguém ou alguma coisa em risco. “Cada obra tem um projeto, que depois de aprovado tem um prazo de validade. A partir do momento em que construiu, o pedido de demolição é somente por meio do judiciário. Geralmente, os casos que entramos na Justiça são obras irregulares, construções em áreas de risco ou descumprimento de embargo”, diz.

A construção antiga foi projetada para ser um shopping. Metade do terreno do prédio pertence à aposentada Gestrudes Hoffmann Furtado, 82 anos. Ela conta que, na época, repassou a escritura do terreno para um empresário de Itapema construir. “Fizemos um acordo e, em troca, ele me daria 22 lojas do shopping”, conta.

Porém, depois de um tempo, o empresário faliu e a construção foi leiloada para um empresário brusquense. “Ficou por um tempo assim e era para ele nos devolver os papéis em três anos, mas ele faleceu e não repassaram para mim novamente. Então entramos na Justiça para pegar a escritura”, diz.

Nova audiência
A próxima audiência sobre o destino da escritura do terreno está marcada para o dia 29 de julho. “Acredito que essa seja a última e finalmente a escritura volte para mim”, diz Gestrudes. Ela conta que assim que tiver o documento em mãos, pretende vender o terreno. “Com o dinheiro certamente investiremos em outro local, mas não ali”, conta.
O esqueleto do prédio ocupa os terrenos de dois proprietários. A outra parte pertence ao empresário Sérgio Correa. Segundo ele, ainda não existe um projeto para o espaço. “Sou um investidor, compro e vendo terrenos. Então não sei o que fazer com esse ainda”, diz.

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