Prefeitura de Brusque gasta mais de R$ 9 mil com internações de adolescentes

Secretário diz que orçamento está comprometido

Prefeitura de Brusque gasta mais de R$ 9 mil com internações de adolescentes

Secretário diz que orçamento está comprometido

A Secretaria de Assistência Social de Brusque paga, atualmente, as internações de dois adolescentes na instituição contratada para este fim: o Núcleo de Recuperação e Reabilitação de Vidas (Nurrevi), em São José, Grande Florianópolis.

O custo por adolescente internado é de aproximadamente R$ 4,6 mil por mês. Ou seja, neste momento, a prefeitura paga R$ 9,2 mil para mantê-los na instituição.

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Os adolescentes foram internados no Nurrevi por ordem da Justiça, que mandou que o município pagasse pelo acolhimento deles.

O secretário de Assistência Social, Deivis da Silva, diz que essa quantidade de ordens judiciais para internações é incomum. No ano passado, segundo ele, foram poucas e por um curto período de tempo.

Ter dois ao mesmo tempo e por um período maior impactou significativamente no caixa da Assistência Social. “Nosso orçamento está comprometido pela quantidade de acolhimentos que fizemos. Então a gente, como gestor, corre o risco de gastar o dinheiro que não tem”, revela Silva.

A pasta terá de reavaliar a sua previsão de gastos até o fim do ano, na medida em que boa parte do seu orçamento foi consumido além do que havia sido planejado.

Visões diferentes
Deivis da Silva diz que a secretaria tem uma visão diferente do Juizado Especial quanto às internações. 

No entendimento da Assistência Social do município, é preferível que o adolescente fique com a extensão familiar, por exemplo, tio ou tia, do que vá para uma instituição. “Tem que esgotar todas as possibilidades de permanência do convívio do adolescente com a família e com a extensão da família”, declara.

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“O juizado tem tido outra ideia. Com todo respeito, estamos, neste momento, debatendo isso com eles”, diz Silva.

O secretário de Assistência Social afirma que não existe enfrentamento em relação às determinações judiciais que têm pedido internações. Segundo ele, as ordens são cumpridas.

“Em nenhum momento não se está querendo cumprir. Pelo contrário, mas a ideia é que [seria melhor] com um familiar”, declara Deivis da Silva.

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