Prefeitura interdita totalmente o Parque Leopoldo Moritz

Decisão da Vara da Fazenda vem em resposta ao acidente que aconteceu com uma criança de seis anos, no dia 24

Prefeitura interdita totalmente o Parque Leopoldo Moritz

Decisão da Vara da Fazenda vem em resposta ao acidente que aconteceu com uma criança de seis anos, no dia 24

O Parque Leopoldo Moritz, conhecido como “Parque da Caixa D’água”, foi interditado na tarde desta sexta-feira, 29, com base em uma decisão judicial assinada pela juíza Iolanda Volkmann, da Vara da Fazenda Pública e dos Registros Públicos. A ordem expedida pela justiça baseia-se no acidente que aconteceu com uma criança de seis anos no dia 24 de deste mês. A menina ultrapassou a área delimitada pelos tapumes que interdiatam parte do espaço e acabou levando um choque elétrico na entrada da passarela que passa em cima do lago.

A decisão judicial afirma que “os elementos jutados constituem fortes indícios de que houve, de fato, descumprimento do acordo pelo autor”. A tratativa a que refere-se a ordem é uma audiência de conciliação realizada em maio na qual José Valmor Vogel – proprietário da lanchonete que funciona no parque – comprometeu-se em fiscalizar a circulação das pessoas na parte interditada do espaço público.

De acordo com o documento assinado pela juíza Iolanda, o acidente com a menina comprovou que não é possível conciliar o interesse financeiro de Vogel e o bem das pessoas. “A necessidade da reforma parece ser de fato incontestável , tanto que não foi impugnada pelo autor. Buscou-se conciliar a posse do autor e a consequente exploração da lanchonete […] com tais obras, mas o incidente serviu para alertar que tal tentativa de conciliação (reforma x abertura do parque) oferece enormes riscos para a incolumidade dos visitantes, com possibilidade de responsabilização do Município”.

Não houve sobressaltos no momento da interdiação, que foi realizada por uma servidora municipal. O proprietário da lanchonete afirma que vai recorrer da decisão para reabrir o parque. “Estão alegando que eu não cuidei do portão e que a menina passou do portão, mas isso não é verdade. Entrei em contato com o meu advogado e vou recorrer”, diz Vogel.

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