Proposta visa informar cota de enchente em todas as ruas

Identificação seria viabilizada por meio de placas fixadas pela prefeitura nos postes e muros

Proposta visa informar cota de enchente em todas as ruas

Identificação seria viabilizada por meio de placas fixadas pela prefeitura nos postes e muros

Proposta da Câmara de Brusque visa garantir que todos os moradores do município sejam informados, por meio de placas fixadas nos postes e muros das ruas onde moram, sobre a cota de enchente da via. O anteprojeto de lei, de autoria do presidente da Casa, vereador Jean Pirola, será enviado ao Executivo nesta semana.

Basicamente, o texto estipula que a prefeitura deverá providenciar, em todas as ruas do município, a sinalização de alagamentos, por meio de placas que sirvam como referência aos moradores.

Essas placas devem estar em local de fácil acesso e informar o nível em que o rio Itajaí-mirim precisa chegar para que comece a alagar em determinado local, tendo como referência a medição feita no ponto próximo à ponte estaiada Irineu Bornhausen.

O estudo das cotas de enchente foi feito pelo Centro de Operação de Sistemas de Alerta (Ceops) da Furb, de Blumenau, e entregue no último ano à Prefeitura de Brusque. No entanto, só foi testado efetivamente nesta última cheia, registrada em outubro.

Um dos problemas encontrados foi a dificuldade de se obter informação sobre a cota de enchente das ruas, visto que elas só estavam disponíveis no site da Defesa Civil, que chegou a ficar fora do ar por diversas horas, durante o período de cheia.

A proposta visa acabar com essa dependência do site da Defesa Civil e, além disso, expandir a divulgação das cotas de enchente. Consta no texto que a prefeitura poderá informar as cotas das ruas de duas outras formas: nos carnês do IPTU e nas contas de água do Samae.


Mais informações em caso de emergência

Em situações de emergência, o poder Executivo deve ampliar ainda mais a divulgação, estipula o anteprojeto, disponibilizando as cotas em locais visíveis e de fácil acesso ao público nos prédios da administração pública.

“É uma ideia simples que o município pode adotar em todas as ruas, e que pode dar um grande resultado. Temos que dar continuidade às ideias boas, se as informações já temos, por que não levar adiante?”, afirma o vereador Pirola.

A ideia é copiada do município de Laurentino, também anualmente afetado pelas cheias. Lá, as cotas das ruas são informadas aos moradores em placas grandes, que permitem a fácil visualização.

A proposta agrada a Defesa Civil municipal. Renate Klein, diretora do órgão, afirma que é comum, em situação de desastres naturais, a queda do sinal de internet ou o corte do fornecimento de energia elétrica, o que impossibilita ao morador acessar o sistema de cota de enchente disponível no site.

“Isso [placas] informa mais ainda, porque está marcado na parede, na rua. É mais fácil, mais rápido, não depende de internet, que sempre pode acontecer uma falha no sistema. É uma iniciativa viável”, afirma Renate.


Em Blumenau, ideia ficou só no papel

Durante as cheias de outubro, a população utilizou pela primeira vez o sistema de consulta de cota de enchente. Mas, com o site fora do ar e a existência de dúvidas sobre o sistema, diversas pessoas tiveram que ligar diretamente para o órgão para saber a cota da sua rua.

A iniciativa de propor a identificação da cota de enchente por placas é pioneira em Santa Catarina. O Ceops da Furb, que produz os mapas de enchente na região, desconhece qualquer iniciativa neste sentido que tenha sido implantada no estado, além da de Laurentino.

O órgão informou que Blumenau chegou a cogitar a medida, tendo sido, inclusive, aprovado um projeto de lei sobre o tema. No entanto, a iniciativa não foi levada adiante por dois motivos: alto custo de implantação e também por problemas de vandalismo que ocorreram logo no início.

 

 

 

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