Sargento Soares promete independência

Candidato do Psol aposta na ideologia para convencer eleitores

Sargento Soares promete independência

Candidato do Psol aposta na ideologia para convencer eleitores

O deputado estadual e candidato do Psol ao Senado, Sargento Amauri Soares, aposta num discurso de ideologia forte e promete independência na atuação como senador para convencer o eleitorado catarinense. Na avaliação dele, para ser eleito será necessário fazer, pelo menos, um milhão de votos. “São pouco mais de 4 milhões de votos no total, e são quatro candidaturas que vão disputar para valer. A nossa é uma dessas. Temos condições de contar com o apoio de 50 mil pessoas em todas as cidades de Santa Catarina. Mesmo de morro acima, essas pessoas produzirão 500 mil votos. Isso não dá. O que falta é que a vontade legítima de mudar se faça valer na eleição”, afirma.

Sargento Soares é conhecido pela sua proximidade com os policiais militares do estado, ele foi policial e um dos fundadores da Associação de Praças de Santa Catarina. Por isso, a segurança pública tem destaque em suas propostas. “Precisamos reestruturar as instituições de segurança, colocando o Ministério Público e o judiciário mais próximos da realidade social de violência e desagregação social. Isso é fundamental para ter um tempo resposta menor”, diz. No plano de campanha constam também ‘escola em tempo integral’, a ‘estatização do sistema de saúde’, acabando com os convênios com hospitais filantrópicos, e o ‘passe livre’.

A ideologia fica mais latente no momento em que ele aborda assuntos tradicionais da esquerda, como privatização e a relação entre o público e o privado. Sargento Soares diz que é uma alternativa “para que o povo de Santa Catarina possa ter um senador para chamar de seu”. “Eles ( atuais senadores ) são sempre vinculados aos grandes esquemas econômicos ou de governo”, ataca.

Embora tenha um discurso ideológico carregado, Sargento Soares também já trocou de partido. No fim do ano passado, depois de brigar internamente com lideranças do PDT estadual, foi expulso da legenda e filiou-se ao Psol, que tem uma postura mais radical.

A luta para conseguir eleger-se senador não será fácil para o candidato, pois o Psol está concorrendo com chapa pura, o que resulta numa estrutura menor, com menos dinheiro e tempo de campanha. Os fatores contrários, no entanto, são avaliados positivamente pelo candidato. “Quanto maior a estrutura, menor a liberdade para dizer o que precisa ser dito. E, sendo eleito, menor a liberdade para fazer o que é preciso. A imensa maioria dos partidos estão com o rabo preso com as empreiteiras, o agronegócio e as grandes empresas que financiam as suas campanhas. Tudo que eles têm é dinheiro, porque sequer vergonha na cara muitos têm”.

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