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Hospital Azambuja projeta reformas para 2026 e estende prazo para entrega da torre em construção

Organização possui mais de 900 colaboradores na equipe

O Hospital Azambuja, de Brusque, realizou mais de 250 mil atendimentos emergenciais e ambulatoriais durante o ano de 2025. A organização conta atualmente com mais de 360 médicos no corpo clínico e mais de 900 colaboradores.

Além dos atendimentos emergenciais, o hospital registrou mais de 22 mil cirurgias realizadas, mais de 6 mil atendimentos via ambulância, mais de 2,5 mil nascimentos, mais de 314 mil exames de imagem e mais de 137 mil exames de análises clínicas ao longo do último ano.

Inaugurado em 1902, o hospital conta com serviços de ambulatório, centro cirúrgico, UTI neonatal, agência transfusional, pronto-socorro, UTI e internação.

Em entrevista ao jornal O Município, o atual gestor hospitalar, Gilberto Bastiani, compartilhou as expectativas da organização para 2026 e os processos internos em andamento no hospital.

Oncologia pelo SUS

O Hospital Azambuja está em desenvolvimento para ter a ala de oncologia habilitada para atendimento pelo SUS. Atualmente, ela funciona apenas de forma particular. A organização recebeu visitas técnicas de representantes do governo federal e do Ministério da Saúde em julho de 2025, e o local foi totalmente aprovado.

Após tentativas desde 2017, o hospital aguarda agora a finalização do orçamento do governo federal e a emissão da portaria do Ministério da Saúde. “Está tudo aprovado. Já estamos com as áreas prontas, as equipes formadas, tanto a equipe médica como a equipe de apoio, mas a gente aguarda uma posição do Ministério da Saúde. A partir da habilitação, a gente já começaria a atender”, disse Gilberto.

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Nova torre

O hospital também trabalha na construção de uma nova torre de atendimento, com 7 mil m² de área construída. A estrutura contará com 20 novos leitos de UTI adulto e 10 leitos de UTI neonatal, e está sendo construída por meio de convênio com o governo do estado, que investiu cerca de R$ 10 milhões, além de R$ 7,5 milhões em recursos próprios do hospital. Além do aumento do centro cirúrgico, que contará com 14 salas de cirurgia, uma ala de enfermaria e internação com 30 leitos, além da área da oncologia no térreo, que já foi entregue.

A torre vem trazer mais segurança, qualidade e conforto para o paciente.

Gilberto Bastiani, gestor hospitalar do Hospital Azambuja.
Torre em construção no Hospital Azambuja. Foto: Mariana Beuting/O Município

Em obras desde 2023, a inauguração, prevista anteriormente para abril de 2026, agora tem expectativa de entrega até junho.

“Nosso objetivo é que a população fique cada vez mais próxima da sua residência para realizar os procedimentos de saúde, que não precise se deslocar para fora. A torre vem trazer mais segurança, qualidade e conforto para o paciente”, finalizou o gestor.

Foco para 2026

Gilberto destacou que o foco atual do hospital é finalizar a nova torre o quanto antes, para proporcionar mais espaço e concentrar os atendimentos. Outra demanda da organização é a reforma e ampliação do Pronto-Socorro, ambulatórios e centro de imagem. “Com o aumento dos atendimentos, a gente precisa aumentar a estrutura também”, completou.

Há planos de realocar áreas de serviço, como cozinha e rouparia, para uma área externa do hospital, além de construir mais consultórios e salas para atendimentos de saúde nos espaços atualmente ocupados por setores que não são diretamente produtivos para o atendimento à população. Além disso, a equipe planeja adquirir e inaugurar novos equipamentos tecnológicos para o avanço dos atendimentos em todas as áreas do hospital.

Foto: Mariana Beuting/O Município

A atual diretoria do Hospital está designada para permanecer até 2027. Novos diretores ou membros são definidos em decisão conjunta de um conselho, composto por representantes do Hospital Azambuja e da Mitra, que representa a Igreja Católica. “Temos sempre a participação religiosa dentro do hospital, tanto na diretoria como no apoio aos pacientes. É muito importante essa ligação”, disse o gestor.

Tecnologia

Em 2025, com apoio interno dos provedores do Hospital Azambuja, um robô cirúrgico avaliado em R$ 13 milhões foi inaugurado. O equipamento, considerado hoje a mais alta tecnologia do mercado, já realizou mais de 100 cirurgias robóticas minimamente invasivas.

O Hospital Azambuja está na contramão da crise.

Eugênio José Paiva, diretor técnico e chefe da UTI

Atualmente, o serviço é realizado apenas de forma particular ou por meio de convênios, mas, segundo o gestor Gilberto, já há conversas com a Secretaria de Saúde do estado para que o robô também possa ser utilizado em atendimentos pelo SUS.

“A cirurgia robótica é menos invasiva, tendo menos complicação e um prognóstico melhor. O robô faz parte da evolução da medicina e nós partimos na frente com a ideia de oferecer esse serviço de alta tecnologia”, compartilhou o médico Eugênio José Paiva, diretor técnico e chefe da UTI. O Hospital Azambuja foi o primeiro hospital filantrópico de Santa Catarina a adquirir o robô.

“O Azambuja está na contramão da crise. Quem convive com esse hospital sabe o grande avanço que temos. Estamos sempre preocupados em crescer”, finalizou o médico.