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SC fecha janeiro com recordes de redução em homicídios e roubos

Crimes despencando 1

Continuam sendo boas – e tomara que sejam sempre assim o quanto for possível – as notícias na área de segurança em SC. Em janeiro, por exemplo, aconteceu um recorde na redução de homicídios. Foram 49, o melhor resultado dos últimos 19 anos ou 14% a menos que o mesmo mês e 2025. Em janeiro deste ano não houve registro de homicídio em 269 municípios catarinenses, o equivalente a 91% do território.

Crimes despencando 2

A propósito, o Tribunal de Contas do Estado constatou que em 2024 os 295 municípios catarinenses utilizaram apenas 63,7% do orçamento autorizado para segurança pública. Estão sendo alertados. Foram autorizados R$ 1,25 bilhão naquele exercício (com contas apreciadas em 2025), mas executados R$ 797 milhões, o que significa que cerca que R$ 454 milhões deixaram de se converter em políticas públicas, serviços ou investimentos no setor.

Deboche

Há uma expectativa de como vão se explicar alguns congressistas catarinenses que nesta semana votaram a favor de três obscenos e escandalosos projetos com alto impacto nas contas públicas. Dois deles referem-se a um pacote de bondades para os servidores do próprio Legislativo, que além de prever um reajuste linear anual de 9%, cria gratificações de desempenho que podem dobrar (iria para R$ 77 mil) o salário e extrapolar o teto do funcionalismo público. Detalhe mais que imoral e cínico: pelo texto de um deles os servidores poderão ter direito a uma folga a cada três dias de trabalho. Se não houver, eles poderão receber o correspondente em dinheiro.

Generalização

As más línguas na mídia nacional têm mais um fato, além das cotas raciais e a morte do cão Orelha, para falar mal dos catarinenses. Não vai demorar e vão achar que por aqui todos tem comportamento parecido com seu conterrâneo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Marco Buzzi, acusado por assédio sexual.

Bom motorista

Aparentemente inconstitucional, por ser de competência federal, foi aprovado anteontem na Assembleia Legislativa projeto de lei que concede 5% de desconto no Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para bons motoristas. Para virar lei depende da sanção do governador.

Conservadorismo

O PL continua, firme e forte, como um partido de linhas ultraconservadoras, principalmente em costumes. No momento está estrilando contra o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, por disponibilizar um kit com produtos voltados à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, como gel lubrificante, preservativos texturizados, autoteste de HIV, entre outros. Mantida esta linha, só falta querer uma lei que impeça fazer sexo durante as folias de Momo.

Por que não antes?

Nas tratativas desses dias entre o governo estadual, a TAP Air Portugal e a concessionária Zurich Airport Brasil, que resultaram no acréscimo de uma quarta frequência semanal (aos domingos, a partir de 5 de julho) na quase sempre lotada rota Florianópolis–Lisboa, por mais de uma vez alguém lançou a pergunta ao grupo: “Por que isso não foi feito antes?” As respostas são muitas. Uma delas era (deixou de ser, mas ninguém diz publicamente) uma espécie de complexo de inferioridade em relação ao potencial catarinense.

Unanimidade

A deputada Daniela Reinehr (PL-SC) foi eleita por unanimidade, quarta-feira, presidente da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados. Sua meta principal será a criação de um plano nacional de competitividade do turismo brasileiro.

Cotas raciais 1

Enquanto tenta defender sua decisão de proibir a adoção de cotas raciais em instituições de ensino sob gestão estadual ou que recebam verbas públicas no estado, suspensa provisoriamente pela Justiça, o governo catarinense mostra agir de forma contrária ao integrar o Sistema Nacional de Promoção de Igualdade Racial, do Ministério de Igualdade Racial do governo federal que, se quiser, pode autuá-lo pela ausência de políticas de igualdade racial no estado. Até agora só ficou no discurso contrário à lei.

Cotas raciais 2

O projeto de lei das cotas raciais foi aprovado na Assembleia Legislativa exatamente no dia em que a Universidade do Estado (Udesc) iria votar o projeto de ações afirmativas para negros, negras e quilombolas. A reunião do seu Conselho Universitário não pôde acontecer por conta disso. Tudo está suspenso.