Situação financeira do Bruscão pode impedi-lo de competir na Série D do Brasileirão

Presidente do clube revela que despesas mensais superam a renda; Se confirmado, o pesadelo de 2012 pode se repetir

Situação financeira do Bruscão pode impedi-lo de competir na Série D do Brasileirão

Presidente do clube revela que despesas mensais superam a renda; Se confirmado, o pesadelo de 2012 pode se repetir

O objetivo de disputar uma competição nacional ainda nesta temporada está na berlinda para o Brusque Futebol Clube. Segundo o presidente, Danilo Rezini, os problemas financeiros vêm se multiplicando, e se não for encontrada uma solução a curto prazo o jeito será abdicar da vaga na Série D do Brasileirão caso ela venha.

Se confirmado, o pesadelo de 2012 pode se repetir. Na ocasião, o Marcílio Dias disputou a competição no lugar do quadricolor, que, também por dificuldades financeiras, não jogou a D.

Como revela Rezini, as despesas mensais superam a renda. Todo mês, o time conta com R$ 130 mil de caixa – receita que diz respeito às contribuições dos patrocinadores, aos direitos de imagem pagos por emissora de TV e à bilheteria. O débito, no entanto, supera: Folha de pagamento de atletas e funcionários, viagens, hospedagens, alugueis de apartamentos, gastos com a base e um sem fim de taxas federativas e de arbitragem para que a bola role sem problemas no Augusto Bauer.

Estes gastos atingem, segundo o presidente, entre R$ 260 e R$ 270 mil. “A matemática é uma ciência exata. Se gastamos mais que recebemos, uma hora a corda arrebenta. Estamos adiantando receita, e a conta vai vir mais cedo ou mais tarde”, explica.

“Ainda não é motivo de pânico, mas já começamos a ficar preocupados com a continuidade do ano do Brusque” – Danilo Rezini, presidente do Brusque Futebol Clube

Investimento arriscado

Desde que a atual equipe começou a se apresentar, no início de dezembro do ano passado, a diretoria fez questão de explicar que estava ‘ousando’ nas contratações. Com isso, foi deixado claro que o investimento no elenco seria maior do que o dinheiro disponível.

Rezini e demais diretores contavam com alta renda do público, mas a estratégia não saiu como foi planejado. “Nós não queríamos montar uma equipe com a renda que tínhamos. Queríamos buscar objetivos maiores. Só assim para ter esse time que conquista bons resultados no estadual. Ainda não é motivo de pânico, mas já começamos a ficar preocupados com a continuidade do ano do Brusque”, diz.

Segundo Rezini, ao término do Catarinão será realizada uma coletiva de imprensa para divulgar os números do clube. “Vamos nos reestruturar e mostrar quais são nossas dificuldades”, completa.

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