Termômetro da economia

Michel Belli - Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brusque

Termômetro da economia

Michel Belli - Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Brusque

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  • 05/03/2017
  • 14:32
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Quando o assunto é a retomada da economia, muito se fala, muito se ouve e pouco se vê. Afinal de contas, de onde vem essas informações para poder se falar em crescimento ou retração?

São através de pesquisas e indicadores importantes que mostram se a economia vai melhorar ou piorar, e esses indicadores mostram que a economia vem se recuperando desde o fim do ano passado. Por exemplo, alguns números sobre venda de papel ondulado, pedágio de veículos pesados, consumo de eletricidade e outros sugerem uma reação positiva. Economistas, agora, começam a projetar a volta do crescimento para o terceiro trimestre de 2017.

Isso é um termômetro que pode dar uma motivada no empresário, pois mostra que direção o país irá tomar. Quando se vende mais papel ondulado, por
exemplo, espera-se aumento do consumo de bens. Já o maior gasto de eletricidade pode indicar maior produção nas fábricas.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) também trouxe dados favoráveis em dezembro do ano passado. O consumo de eletricidade no país avançou 0,5% na
comparação com novembro e a indústria foi a principal responsável pelo desempenho. O consumo do setor, no último mês do ano passado, cresceu 0,9%.

Em dezembro de 2016, o movimento de veículos pesados em estradas de pedágio cresceu 4,8% frente a novembro. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), em janeiro, o movimento geral nessas vias cresceu 1% frente a janeiro de 2016, isso mostra que mais produtos estão sendo comercializados.

Com tantos pontos positivos, as perspectivas para a economia são cada vez mais favoráveis. Esses medidores para os economistas são como sinais vitais no corpo humano para o médico poder ter um diagnóstico do paciente.

Diante de todos esses indicadores, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) passou a acreditar que os investimentos reagiram em
dezembro. Uma pesquisa do instituto mostra que houve um crescimento de 3,9% na comparação com novembro.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV), mediu o índice de confiança do investidor, que subiu 4,3 pontos em janeiro na comparação com dezembro, chegando a 89 pontos. Esse é o maior nível desde maio de 2014, quando registrou 92,2 pontos. A alta da confiança foi observada em 15 de 19 segmentos industriais.

Diante deste quadro de indicadores econômicos que vem mostrando uma retomada, ainda que lenta, mas com perspectiva de crescimento, a geração de empregos também teve uma elevação do percentual de empresas que projetam aumento do total de pessoal ocupado, de 11,1% para 14,1% do total, e redução da parcela das que preveem diminuição do quadro de pessoal, de 21,7% para 16,7%.

Agora que sabemos de onde vêm as informações que projetam uma melhora na economia, e sabemos que os índices são positivos, vamos arregaçar
as mangas e deixar qualquer pessimismo de lado, pois só a força do trabalho e do empreendedorismo é que fará a economia retomar.

Com informações do Portal Brasil,ABPO, ABCR, EPE, Ipea e FGV.

Por Michel Belli

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