Secretário Paulo Sestrem sobe o tom e responde ao presidente da Câmara de Brusque

Secretário Paulo Sestrem sobe o tom e responde ao presidente da Câmara de Brusque

A escolha do modelo de lombadas para travessias de pedestres divide a Secretaria de Trânsito e Mobilidade (Setram) e vereadores da oposição. Na última sessão da Câmara de Brusque, o parlamentar Jean Pirola (PP) usou o seu tempo para questionar os critérios adotados pela Setram para a instalação das travessias elevadas. O presidente da Casa, Guilherme Marchewsky (PMDB), também fez fortes críticas. O secretário de Trânsito e Mobilidade, Paulo Sestrem, respondeu aos vereadores.

De acordo com dados da Setram, a Câmara de Brusque já encaminhou 59 pedidos ou consultas para a instalação de travessias elevadas. Este número representa quase metade do total de solicitações que estão na secretaria – que é de 130. Pirola diz que o Executivo tem atendido insatisfatoriamente aos pedidos que ele fez para a construção destes dispositivos nas ruas da cidade.

“A resposta é sempre a mesma: em rua que já tem uma travessia não constrói mais uma. Eles dizem que isso se deve porque a travessia atrapalha a polícia, bombeiros e outros serviços de emergências. Mas, por exemplo, na rua Itajaí tem quatro lombadas em pouco mais de 1 km, na avenida Arno Carlos Gracher, a Beira Rio, tem uma em frente à AABB e outra em frente ao Sesc, então a gente vê que essa história é balela”, afirma Pirola.

O vereador exemplifica uma situação que considera perigosa: a faixa de pedestres na rua Eduardo Von Buettner, em frente à Câmara. Segundo Pirola, ele já pediu no ano passado que uma lombada fosse instalada no local para forçar os motoristas a reduzir a velocidade, contudo, até o momento isso não foi feito, porque a Setram ainda está estudando a viabilidade, diz.

Inviável

Para Sestrem, primeiro é preciso esclarecer que a travessia elevada tem a finalidade de servir os pedestres, e não ser um redutor de velocidade. Ele diz que é inviável atender todos os 130 pedidos que estão na Setram e que uma série de fatores é levada em conta para a instalação ou não do dispositivo. Atualmente, há 45 travessias em Brusque.

A questão financeira também é argumentada por Sestrem. Segundo ele, a implantação completa de uma travessia elevada custa aos cofres públicos de R$ 8 a R$ 9 mil, fora a manutenção. O secretário entende que a proposta de alguns vereadores de trocar as lombadas físicas pelas eletrônicas também não é viável. Cada um destes equipamentos custa R$ 2 mil por mês a cada faixa de rolagem. A estimativa para a substituição das lombadas físicas pelas eletrônicas é de R$ 700 mil, segundo cálculo do titular da pasta. “A Câmara de Vereadores está indicando que o município gaste R$ 700 mil em aluguel de equipamentos eletrônicos”.

Uma alternativa mais barata sustentada pelo secretário é o radar móvel – que é proibido por lei municipal. Ele afirma que seriam instaladas placas pela cidade para avisar os motoristas e que o radar seria usado somente nestas vias, portanto, não aconteceria de o guarda ficar escondido, preocupação de alguns vereadores. “Um radar custa de R$ 10 a R$ 11 mil e daria uma sensação de segurança em toda a cidade”, diz.

“É uma situação lamentável”
Paulo Sestrem responde à afirmação do vereador Guilherme Marchewsky

Paulo Sestrem reagiu à afirmação do presidente da Câmara de Brusque, Guilherme Marchewsky, de que “onde tem radar, tem propina”. O vereador disse, ainda, que empresas responsáveis por radares de trânsito estão “espalhando a corrupção pelo país”. “Parece que a pressa do governo em colocar radar tinha algo mal explicado”, afirmou.

“As pessoas que estão à frente da secretaria não tem qualquer relação com este absurdo dito pelo presidente da câmara de que nós somos corruptos. Ele está me incluindo, e a prefeitura também, como corruptos. Ele está ofendendo diretamente o gestor de trânsito da cidade. Ele foi muito infeliz. É uma situação lamentável. O vereador está sendo leviano, porque aqui não tem ladrão. E se há algum indício (de corrupção), que o vereador comprove”, reponde Sestrem.

Critérios para travessias

Fonte: Setram

Próximo de transversais, hospitais e escolas;
Locais com circulação de pedestres;
Limite de duas ou três, no máximo, por rua;

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