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História vista do alto: fornos de Botuverá preservam memória industrial

Imagens de drone evidenciam o patrimônio histórico em meio à paisagem natural

Os antigos fornos de calcário de Botuverá, localizados no bairro Ribeirão do Ouro, seguem como um dos registros mais relevantes do processo de industrialização do município ao longo do século XX.

Construídas na década de 1950, as estruturas integram um período em que a economia local estava fortemente ligada à extração mineral e à atividade agrícola, dois pilares que impulsionaram o desenvolvimento regional.

Naquele contexto, a produção de cal representava uma importante fonte de renda para diversas famílias.

As rochas extraídas no entorno eram submetidas a um processo contínuo de queima, que se estendia por aproximadamente quatro dias.

Os fornos de calcário de Botuverá

O calor intenso transformava o calcário em cal, insumo essencial para diferentes segmentos, sobretudo para a construção civil e indústrias de base química e cosmética.

Com efeito, os fornos não eram apenas estruturas produtivas, mas pontos centrais de uma cadeia econômica que movimentava Botuverá.

O funcionamento ininterrupto, a fumaça visível à distância e a rotina de trabalho pesado faziam parte de um cenário que marcou profundamente a identidade da comunidade local por décadas.

Atividade descontinuada

Com o passar dos anos, a atividade foi gradualmente descontinuada. Mudanças no mercado, novas tecnologias e questões ambientais levaram ao encerramento das operações.

Nesse processo, o que antes simbolizava desenvolvimento deu lugar a um conjunto de ruínas industriais, que hoje se mantêm como testemunho físico de uma etapa decisiva da história de Botuverá.

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Nova perspectiva

Sobretudo nos últimos anos, os fornos passaram a ser vistos também sob uma nova perspectiva.

Imagens aéreas obtidas por drone revelam o traçado das estruturas, suas formas circulares e a relação direta com a paisagem ao redor.

Esses registros, que estão reunidos em uma galeria de fotos ao fim desta edição, permitem observar com clareza a dimensão do complexo e a maneira como ele se integra ao relevo e à vegetação local.

Nesse contexto, o contraste entre o concreto, a pedra e o verde intenso da mata cria um cenário que chama a atenção de visitantes e fotógrafos.

A área, cercada por morros e vegetação densa, mantém características típicas do interior, o que reforça o valor histórico e paisagístico do local.

Fornos de calário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá vistos do alto revelam a integração com a vegetação local/Texto da legenda | Foto: Ciro Groh/O Município

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Galeria de fotos

A matéria se encerra com a exibição de uma galeria de fotos, dividida em dois carrosséis.

As imagens apresentam, de forma clara e objetiva, as estruturas vistas de diferentes ângulos, com destaque para os registros aéreos que evidenciam o conjunto e sua inserção na paisagem.

Esses registros permitem observar detalhes que não são perceptíveis ao nível do solo e ampliam a compreensão sobre a importância histórica e ambiental do local.

O material visual também reforça o valor patrimonial dos fornos de calcário de Botuverá, consolidando o espaço como um marco da memória industrial do município.

Fotos: Ciro Groh/O Município

Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá
Fornos de calcário de Botuverá

Fotos: Ciro Groh/O Município

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