Vereadores de Brusque resistem a aprovar venda de terrenos da prefeitura ao Samae

Mesmo com as mudanças no projeto, alguns afirmam que votarão contra a venda de terrenos da prefeitura

Vereadores de Brusque resistem a aprovar venda de terrenos da prefeitura ao Samae

Mesmo com as mudanças no projeto, alguns afirmam que votarão contra a venda de terrenos da prefeitura

Discursos de vereadores da sessão desta terça-feira do Legislativo brusquense dão conta de que parte dos parlamentares ainda resiste em aprovar a venda de terrenos da prefeitura para o Samae, transação que o governo tenta emplacar desde o ano passado, sem sucesso.

A vereadora Marli Leandro, líder do PT, principal partido de oposição ao governo Prudêncio Neto, relembrou que o projeto será reencaminhado ao Legislativo com modificações. Antes eram três terrenos, ao preço de quase R$ 4 milhões, agora serão dois, ao preço de R$ 2 milhões.

O objetivo da transação, conforme a prefeitura, é possibilitar ao Samae ter terrenos para captação, produção e armazenamento de água; os valores recebidos pela prefeitura, teoricamente, seriam devolvidos ao Samae em troca de pagamento de uma dívida antiga. A história, porém, ainda não convenceu a maioria qualificada (dez votos) necessária à sua aprovação.

Para Marli, o Samae não precisa de terrenos para aumentar sua produção de água. Ela diz que a autarquia já tinha autorização para implantar o reservatório no parque Leopoldo Moritz, sem necessidade de comprar a área.

“Agora vieram com a desculpa de ter que comprar, o que o governo municipal quer é usar os recursos do samae, e isso a gente não pode permitir”, afirma a vereadora.

O vereador Moacir Giraldi, líder do DEM, também declarou não ser favorável à aprovação do projeto, ainda que tenha sido modificado.

“Não sei se esse projeto vai vir ou não, mas se vier já serei contrário. Esse terreno a prefeitura pode fazer concessão ao Samae e usar sem precisar comprar, para o Samae usar o dinheiro para tratar água”, diz Giraldi.

O vereador Ivan Martins, líder do PSD, criticou os comentários de Marli. Ele diz que ela se manifesta de forma que dá a entender que a prefeitura quer embolsar recursos do Samae na mão grande, alegação com a qual “não pode concordar”.

Além disso, ele questionou a parlamentar a respeito da transação realizada pelo Samae em 2011, envolvendo terreno no bairro Águas Claras, alvo de ação judicial já com decisão condenatória a ex-agentes públicos e empresários.

Para Martins, “nessa época a vereadora não teve tanta preocupação com uma compra de terreno”.

 

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