Nascida em Estocolmo, na Suécia, em 1829, Augusta von Knorring é considerada a primeira professora de Brusque. Descendente de uma família nobre, ela chegou ao Brasil de navio em 1850, acompanhada do marido, Evert von Knorring, que sofria de tuberculose e foi aconselhado pelos médicos suecos a passar um tempo em lugar de clima mais ameno. Foi escolhido, então, o Brasil, mais precisamente Santa Catarina.

A viagem durou em torno de dois meses, de acordo com a biografia escrita pela neta do casal para a revista Notícias de Vicente Só, da Casa de Brusque, em 1979.

Augusta e Evert desembarcaram no porto de São Francisco e, nos três primeiros anos, viveram em Joinville, Alvarenga e São Francisco. Evert, entretanto, não apresentou melhora em seu quadro de saúde.

Augusta von Knorring iniciou suas atividades em Brusque em 1861 | Foto: Casa de Brusque/Divulgação

Os dois foram então para o Rio de Janeiro com o objetivo de embarcarem em um navio de volta para a Suécia, porém, no dia da partida, Evert ficou muito doente e a viagem não pode ser realizada.

Ficaram no Rio de Janeiro por algum tempo, onde se tornaram administradores de uma fazenda, entretanto, com a saúde frágil do marido, Augusta decidiu voltar para Santa Catarina, já com a filha Mathilde recém-nascida.

Passaram de cidade em cidade: Desterro (hoje Florianópolis), São Pedro de Alcântara, Rancho Queimado, Enseada de Brito, São Miguel e Tijuquinhas. Voltaram para Desterro, onde viveram durante dois anos. Augusta auxiliava na renda de casa fazendo bordados finos e costuras, enquanto Evert lecionava Latim.

Nesta época, por volta de 1861, surgiu a primeira escola de meninas de Brusque, e Augusta, aconselhada por amigas, decidiu se inscrever para dar aulas no local. Fez o exame e conseguiu bom resultado, sendo nomeada para o cargo.

No começo, a escola funcionava em uma pequena casa de madeira, mas, logo depois, foi construído um prédio maior.

“Os anos que se seguiram com certeza foram os mais felizes da sua vida. Ela criou muito amor às suas alunas e à incrível população de Brusque”, escreveu a neta de Augusta, Alice von Moers, para a revista Notícias de Vicente Só, em 1979.

Augusta sempre foi uma professora muito dedicada e comemorava cada progresso feito por suas alunas, que amavam sua mestre.

Alice contou à revista Notícias de Vicente Só que nos aniversários de Augusta, as alunas traziam presentes e recitavam poesias à professora.

Em 1864, o marido de Augusta faleceu. Por conta disso, seus irmãos a escreveram pedindo que ela e a filha voltassem para a Suécia, mas Augusta não quis abandonar sua profissão e suas alunas e, portanto, decidiu ficar em Brusque.

A professora lecionou na cidade até os 65 anos, quando foi morar com a filha e o genro em Blumenau. Lá, ela continuou no ofício, ensinando para suas netas e mais algumas moças da vizinhança português, geografia, aritmética e religião.

Augusta von Knorring faleceu em julho de 1898, aos 69 anos, vítima de uma doença hepática.

Sua dedicação na primeira escola de meninas de Brusque, porém, nunca foi esquecida. Hoje, Augusta von Knorring dá nome à escola da localidade de Cerâmica Reis, e também nomeia uma comenda instituída pela lei 3.667/2013, concedida a pessoas que fazem a diferença na educação brusquense.

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