Chuva dos últimos dias prejudica atividades de pavimentação na Secretaria de Obras

Atividades de reparos com asfalto quente exigem solo seco e não úmido

Chuva dos últimos dias prejudica atividades de pavimentação na Secretaria de Obras

Atividades de reparos com asfalto quente exigem solo seco e não úmido

A chuva que cai em Brusque nos últimos dias possui impacto direto no serviço das equipes de manutenção da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos. Por não ser possível aplicar asfalto quando o solo está molhado (isso inclui não só o dia de precipitações, mas, também, os subsequentes), os serviços de pavimentação asfáltica acabam ficando prejudicados, ocasionando a existência de buracos nas estradas do município.

“Tempo firme e sem umidade: estes são os dois quesitos necessários para que as equipes do município possam executar as atividades nas vias públicas. Não basta não chover. Se o clima estiver úmido, molhado, sem sol, o material não seca e todo o serviço pode ficar comprometido. Devido as características do material usado para pavimentação, são necessários pelo menos 2 dias de sol antes e depois da execução dos serviços para qualidade do mesmo”, comenta o diretor geral de Obras, Nik Imhof.

Devido ao fato da utilização do Concreto Betuminoso Usinado A Quente (CBUQ), a base em solo cimento precisa estar bem seca para receber o asfalto por cima. Com esse período de chuvas constantes, num intervalo de apenas dois ou três dias, a base absorve muita água e fica úmida. Se não tiver sol e o material não secar bem, no momento em que o caminhão passar por cima da base para aplicar o CBUQ, esta vai afundar por causa e todo o serviço se perde. Quando isso acontece, é necessário retirar o material e recomeçar todo o trabalho.

“Uma alternativa para os dias chuvosos é o chamado asfalto frio, que não é produzido na usina. Ele é comprado em sacos e aplicado mesmo sobre a chuva. É um socorro em casos emergenciais. O resultado não é o ideal e o custo é relativamente muito alto”, finaliza Nik.