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Notas avulsas sobre imigrantes em Brusque e Curitiba

1873

O jornal A Regeneração, de Florianópolis (acervo da Biblioteca Pública de Santa Catarina. s/d), publicava, na Secção Geral: “Relação dos expositores premiados na segunda exposição agrícola-industrial das colônias Itajahy e Príncipe D.Pedro, em 30 de Setembro de 1873, nesta Província, sob a direcção do Sr. Dr. Luiz Betim Paes Leme, director das mesmas colônias”.

Há uma lista com 24 nomes com o primeiro prêmio, dos quais: Pedro José Werner, com farinha de mandioca; Guilherme Krieger, com fumo em folha; Maximiano von Borowski, com coleção de moedas; Henrique Sandreczki, com cerca de arame. O segundo prêmio contemplou: João Horski, com araruta; Daniel Klabunde, com aguardente e Guilherme Schwaezkopf, com trabalho de tanoeiro. Como Menção Honrosa, 66 pessoas foram agraciadas com a referência, incluindo-se: o polonês Francisco Motzko, com fumo; Philippe Krieger, com charutos; D. Luiza von Borowski, com geléia de laranja; D. Elisa Sandreczki, com frutos secos; Ernesto Ulber, com obras de ferreiro; Henrique Sandreczki, com horticultura e feno; Maximiliano von Borowski, com coleção de borboletas; Frederico Raguse, com cadeira de braços. Constando dessa premiação de seguno lugar, nomes como: Paulo Schwarger, com casulos de bicho de seda; Carlos Wegner, com obras de sapateiro; Guttilieb Rau, com carrinhos de mão; Jaccob Hehl, com modelo de construção de carpinteiro; Fernando Jönk, com tijolos; Fernando Liskow, com telhas; Manoel Cavilha, com cestas; Francisco Gerthner, com cachimbos; Carlos Schwazer e Luiz Spengler, com bancos de igreja; Pedro Palm, com vinho de laranja; Xavier Imhof e Carlos Erbs, com gado.

Em 1873, data da referida exposição, fazia somente 13 anos da fundação das colônias e a diversidade de produtos era bem significativa, dando idéia da economia de então.

1874

O imigrante polonês Gustavo Schöllesser veio para Brusque com a família em 1896. Porém 22 anos antes de aparecer o sobrenome Schöllesser, em 1874, há um registro no Livro dos Batizados (Livro 61, p. 106, Cúria Metropolitana de Florianopolis): “no dia 9 de agosto de 1874 na Capella Saat Affonso de Liguario desta Colonia Itajahy baptizei e pus os s. oleos à innocente Anna, nascida a 14 de Abril de 1874 nesta Colonia Itajahy, filha legitima de Jose Schlosser e de Emilia Becker”. Observação: fica a dúvida: o sobrenome Schlosser tambem seria de origem polonesa? Acontecia que, na maioria das vezes, a grafia dos nomes e sobrenomes era escrita conforme o entendimento de quem registrava, alterando-os.

1875

Recebi uma folha avulsa, fotocopiada, de uma página de jornal, com pouca informação, a não ser: “Colonia Abranches, Ano 1876/Edição 01710 (1)”.

Nela consta a seguinte indicação:

“Dia 31. Acto, nomeando, em virtude do aviso do ministerio da agricultura de 17 do corrente a Fransz Motsko para reger interinamente a cadeira de instrucção primaria da colonia Abranches, percebendo a gratificação anual de 800U000 – Communicou-se”. Francisco Motsko consta da relação de nomes de imigrantes poloneses chegados em agosto de 1869 às então colônias Itajahy e Príncipe D. Pedro (atual Brusque). Veio com mulher Helena Hemmen e tem-se, em 1870, o registro de batizado da filha do casal: Sophia Motsko, no dia 24 de dezembro de 1870.

O mesmo senhor Francisco Motzko havia participado da exposição agrícola em 1873 com o item: fumo. Sua trajetória nas províncias de Santa Catarina e do Paraná foi marcada por trabalhos diversos, desde a agricultor a professor.