Com 100 carros, Passeio Expedition atrai turistas de todo país na Fenajeep

Evento contou com cerca de 300 participantes em percurso de 80 quilômetros

Com 100 carros, Passeio Expedition atrai turistas de todo país na Fenajeep

Evento contou com cerca de 300 participantes em percurso de 80 quilômetros

A edição de 2018 do Passeio Expedition, da 25ª Festa Nacional do Jeep, a Fenajeep, foi a oportunidade de turistas de todo o país conhecerem mais a região. Os 100 carros inscritos fizeram um trajeto de cerca de 80 quilômetros de extensão, passando por trechos do interior do bairro Limeira Alta, em Brusque, e da localidade do Moura, em Canelinha.

Ao todo, o número de participantes da atividade chegou em 300 pessoas, segundo estimativa do organizador Eleno Abromovicz. Em alguns casos, vencer os 80 quilômetros exigiu até sete horas dos motoristas.

Segundo ele, foram três meses de organização da trilha para o passeio. A atividade, enfatiza, foi planejada tanto para famílias que querem desfrutar de belas paisagens, quanto aos que querem testar os limites e domínio dos 4X4.

Durante o percurso, além das belezas naturais, a comida típica foi um dos atrativos para os visitantes. O suporte é essencial para garantir o bom evento para famílias inteiras durante o Expedition.

Só na equipe de apoio são 15 veículos. “A cada 10 carros, colocamos um veículo de apoio, para garantir a segurança de que todos sigam o trajeto. São 20 pessoas trabalhando na organização deste passeio”.

Frequentador assíduo
Em cinco das 25 edições da Fenajeep, Antônio Morando, 52, esteve presente. Morador de Videira, há 400 quilômetros de Brusque, desta vez, apenas o filho, Lucas, 13, o acompanhava. Em outros anos, até 30 pessoas vinham da cidade só para participar da programação.

O motivo, afirma, foi a mudança de data para o evento, que coincidiu com uma prova tradicional na cidade. Mesmo com o evento local, ele optou por manter a tradição. “Não podíamos ficar sem nenhum representante e aí eu vim. É o maior encontro de jipeiros do Brasil. Com uma diversidade de veículos, você inova, conhece novidades, revê amigos. É um show do povo.”

Para ele, o número de veículos participantes do passeio merece destaque nesta edição. Seu gosto por jeeps e veículos semelhantes vem de uma geração atrás na família. O pai dele chegou a ter três deles, além de uma picape. Agora, além do veículo usado para participar do passeio, Antônio mantém uma F75, já preparada para as primeiras experiências do filho. “É algo que está no sangue”.

Gerônimo Molli Neto, 49, e a família vieram de Curitiba para o Passeio Expedition da Fenajeep. Repetem o trajeto há três anos. Segundo ele, as melhorias constantes de organização incentivam a continuar.

Amante do mercado troller, ele conheceu o evento pela divulgação feita pela internet e grupos de amigos. “É excelente toda a estrutura que é disponibilizada para nós e é muito gratificante vir para cá todos os anos”.

Os estreantes
A atividade também serviu de ponto de encontro de visitantes de outros estados. A família de Kelen Vermeulen, 39, veio de Holambra, no interior de São Paulo. No entorno do Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof, mais de 700 quilômetros distante de casa, conheceu a de Lúcia Nini, 55, moradores de Campinas, no mesmo estado. No caso de ambas, era a primeira vez em Brusque.

“Não conseguimos hospedagem na cidade e ficamos em Blumenau, estamos aproveitando para conhecer melhor toda a região”, resume Kelen. Para ela, a oportunidade de conhecer pessoas e lugares diferentes estão entre os benefícios de participar de eventos do tipo.

Lúcia acompanha atividades semelhantes desde o fim do ano passado, quando trocaram eventos voltados ao motociclismo pelo troller. “Gostamos muito dessa união. Quando vamos ficando mais velhos, o equilíbrio passa das duas para as quatro rodas”, brinca. No caso dela, a beleza da cidade, arquitetura e o mercado da moda local surpreenderam a família.

A divulgação em grupos especializados do segmento nas redes sociais trouxe Joriel Pasqualotto, 35, para Brusque. Ele, a família e um grupo de amigos encararam 10 horas de estrada para fazer os 700 quilômetros de Pato Branco, no Paraná, até Brusque. A expedição foi a primeira deles para eventos semelhantes. “Eu fazia trilhas de jeep e queríamos conhecer, acabamos decidindo de última hora”.

Felipe de Souza, 29, trouxe o pai, de 57 anos e a mãe, de 56, para a sua primeira participação no Expedition. Antes dela, o motorista já conhecia o evento de outras três edições, todas como visitante.

Morador de Gaspar, ele já participava de provas de gaiolacross há quatro anos e viu no passeio uma chance de trazer interação com o meio ambiente e uma atividade diferente da rotina dos pais.

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