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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Conselho da Codeb se reúne em dezembro para decidir sobre liquidação da companhia

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Bastidores da política e do Judiciário, opiniões sobre os acontecimentos da cidade e vigilância à aplicação do dinheiro público

Conselho da Codeb se reúne em dezembro para decidir sobre liquidação da companhia

***olho editorial Um erro de proporções olímpicas e que vai custar muito mais caro que a indenização feita

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Conselho da Codeb
A Prefeitura de Brusque pediu à Câmara de Vereadores que indiquem um membro titular e outro suplente para integrar o Conselho Fiscal da Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Brusque (Codeb), que está em vias de ser extinta oficialmente. No dia 13 de dezembro, será realizada uma assembleia para deliberar sobre como será feita a liquidação da companhia, assim como a instituição do Conselho Fiscal.


Área residencial
Começou a tramitar no poder Legislativo o projeto de lei elaborado pelo Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan) que altera o Código de Zoneamento do município, revogando área estritamente residencial na região central. Trata-se, a priori, de um tema de difícil aprovação, tendo em vista que, na audiência pública para debatê-lo, 100% das manifestações foram contrárias. Trata-se de uma região em que os moradores não estão dispostos a perder a tranquilidade com a instalação de estabelecimentos comerciais e construção de imóveis mais altos.


Abatedouro irregular
O Ministério Público de Santa Catarina, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de São João Batista, instaurou inquérito civil para investigar a existência de abatedouro irregular no município. O inquérito tem como base um termo de cooperação que envolve o MP-SC, o Ministério da Agricultura e secretarias estaduais de SC, cujo objetivo é melhorar a fiscalização de produtos de origem animal.

O caso concreto
No caso em questão, foi lavrado pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de SC (Cidasc), noticiando a existência de um abatedouro clandestino em uma propriedade. No local foram encontrados 55 quilos de carne e ossos manipulados, oriundos de bois abatidos de forma clandestina. Conforme o MP-SC, o município não fiscaliza esse tipo de ocorrência e, portanto, a Promotoria irá apurar.


Doação
O prefeito Jonas Paegle enviou à Câmara projeto de lei no qual estipula a doação de dois veículos para o Corpo de Bombeiros de Brusque, adquiridos por meio do Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar (Funrebom). Trata-se de uma ambulância de cor vermelha, ano 2016, contendo todos os equipamentos obrigatórios, e uma Ford Ranger, também vermelha e de ano 2016.


Última parcela
O governo do estado realizou na quarta-feira, 29, o pagamento à Prefeitura de Brusque da terceira parcela do convênio de pavimentação da Rua Nova Trento. Foram destinados neste último repasse R$ 749,9 mil. O valor total do convênio é de R$ 2,2 milhões e os recursos são oriundos do Fundo de Apoio aos Municípios (Fundam). Também na quarta-feira, a ADR de Brusque destinou R$ 250 mil para a prefeitura referente à primeira parcela do convênio de pavimentação da rua Padre Antônio Eising.


Reeleição
O prefeito de Guabiruba, Matias Kohler, foi reeleito presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Vale do Itajaí (Cisamvi), durante assembleia geral da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi), realizada na tarde desta quinta-feira, 30.


Esclarecimento
A bonificação de Natal concedida pela Prefeitura de Guabiruba aos servidores é de R$ 100, incluindo o valor a ser pago pelo Dia do Trabalho, e não há, portanto, uma gratificação separada para o Dia do Trabalho, conforme informado ontem.


EDITORIAL

Engano olímpico

Imagine caro leitor, uma garrafa de vidro com uma solução de água e areia que está em repouso por um longo tempo. É possível ver a água limpa e a areia no fundo. Agora esta solução precisa ser transposta para uma garrafa plástica rachada.

Começamos nosso editorial com esta metáfora para tentar entender a questão da transposição dos eventos do pavilhão da Fenarreco para a Vila Olímpica abordados na matéria publicada ontem no jornal O Município.

A primeira questão que precisa ser analisada é o porquê desta mudança. Para isso precisamos voltar no tempo, para 1991, quanto o então prefeito Ciro Roza desapropriou o terreno da família Hoffmann e construiu o complexo batizado de Maria Celina Vidotto Imhof.

Logo, a vocação para eventos aflorou no lugar e ao seu entorno veio o rodeio, o kart, o bicicross, cada qual com sua área, mas aproveitando as áreas comuns para eventos maiores.

Além da Fenarreco, surgiram grandes eventos como a Fenajeep, Pronegócio, feiras e exposições que fazem o complexo pulsar, sendo o anfitrião de grandes encontros e o cartão de visitas da cidade.

Assim, todos estes elementos que compõem o complexo da Fenarreco foram se adequando e achando seu lugar, tal qual a água e a areia na garrafa de vidro, que passados os anos foram se acomodando, com muita luta, mas de forma transparente e harmônica.

Como foi uma desapropriação, a família Hoffmann entrou como um processo na Justiça para ter uma contrapartida justa. O processo se arrastou desde então e no governo Paulo Eccel já estava próximo de acordo com o pagamento pelo terreno.

Mas com a mudança de governo, quem acabou fechando o acordo foi o prefeito interino Roberto Prudêncio Neto, numa reviravolta surpreendente, que devolvia uma parte do terreno à família, rompendo o complexo no meio.

Nesta negociação houve um ponto interessante. Para Eccel o valor que estava sendo fechado em seu governo era de menos de 50% do que foi fechado pelo seu sucessor, mas ninguém achou estranho tanto o valor quanto a divisão ao meio do complexo, e o negócio se concretizou.

Com esta decisão, os inquilinos precisam sair e ir para outro lugar. Esta é a força que está querendo mudar a água e areia da garrafa de vidro para a de plástico rachada. A garrafa de vidro representa uma situação consolidada, segura, conhecida e aprovada por todos. A garrafa plástica rachada é a Vila Olímpica, um terreno sem estrutura para acolher estas entidades.

Não há um espaço pronto. É preciso terraplanagem, pavimentação, instalação de água e luz. Isso sem contar a localização distante do Centro.

Poderíamos pensar que, antes de transpor a solução de uma garrafa para outra, o mínimo esperado é que as duas estivessem em condição de uso, mas como vimos, este é o primeiro grande erro.

Em seguida vem o outro obstáculo. Ao transpor a solução não há um funil, uma estratégia. É de gargalo para gargalo, com grande imprecisão, e parte do líquido e da areia vai se perder. Como não sabemos o quanto, também não sabemos como será o impacto da mudança e quantas entidades e oportunidades vão se perder no caminho.

Cada entidade terá que primeiro conseguir consenso junto aos seus associados para aprovar esta mudança, o que já é difícil. Depois precisará de recursos para bancar a mudança, o que deixará o cenário turvo, tal qual uma garrafa de água com areia quando agitada.

Neste cenário não se tem noção de como as coisas vão andar nem da perda que cada entidade e a cidade vai ter. Nenhum outro município tem um espaço tão nobre como o nosso. O complexo da Fenarreco está no Centro da cidade e pode ser versátil para acolher qualquer evento, dado o tamanho do terreno. É esta a grande vantagem competitiva que Brusque tinha e que agora vai perder.

Mesmo que já tenha gente agitando a garrafa para fazer a mudança, ela ainda não foi feita.
Ainda há tempo para evitar que se derrame água suja no tabuleiro de eventos de Brusque, deixando-o manchado, rompido ao meio, num caminho turvo, que divide e loteia o maior patrimônio da cidade. Um erro de proporções olímpicas e que vai custar muito mais caro que a indenização feita.

 

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