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Consulado Honorário da Itália busca aproximação com Botuverá para desenvolvimento de projetos

Correspondente estará no município na próxima semana para tratar de cultura e economia

Consulado Honorário da Itália busca aproximação com Botuverá para desenvolvimento de projetos

Correspondente estará no município na próxima semana para tratar de cultura e economia

Correspondente consular honorária da Itália, Norma Maria da Rui estará em Botuverá na próxima semana. Ela se reúne com o prefeito José Luiz Colombi, o Nene, na segunda-feira, 26. A representante da Rede Consular Honorária responde pelas regiões de Timbó e Blumenau.

Norma tratará de temas ligados à economia e à cultura e conhecerá pontos turísticos do município. O encontro abordará também processos envolvendo intercâmbios, cidadania e cursos de italiano.

Para o prefeito, a aproximação é um caminho natural para as pretensões do município com a Itália. Há cerca de 60 dias, eles mantêm contato na tentativa de estabelecer um acordo de coirmandade com uma cidade italiana. Eles ainda aguardam um retorno do ofício encaminhado. “Acredito que este primeiro contato ajude nesta aproximação”.

Colombi destaca a importância da preservação histórica na região e ressalta projetos desenvolvidos para tentar manter esta memória viva para moradores e visitantes. No município, a construção de um museu dedicado à cultura italiana é indicado como parte importante desta valorização às heranças culturais. A expectativa é que a estrutura seja inaugurada durante a Festa Bergamasca, em junho.

Além da preservação de objetos e registros da colonização italiana, o município tem investido na manutenção do bergamasco, trazido pelos colonizadores do Bérgamo. Uma das formas encontradas foi a inclusão do ensino do dialeto nas escolas municipais dos bairros Ribeirão do Ouro e Pedras Grandes.

Aproximação com as raízes
Tanto a região do Bérgamo, quanto a de Trentino, ambas no Norte da Itália, são os berços de boa parte dos ítalo-brasileiros locais. Em alguns casos, como o de Guilherme Colombi, 20 anos, viagens à Itália servem para resgatar as origens.

Desde a infância, ele trabalha na elaboração da árvore genealógica da família e conseguiu mapear oito gerações até o momento. A inspiração veio das histórias dos avós. No ano passado, o morador de Guabiruba dedicou três meses ao projeto e foi para as regiões de origem dos familiares. Buscava documentos e arquivos para sua pesquisa.

Além de aprender sobre origem da família, foi possível conhecer um lado diferente do país. “Muitas pessoas acham que a realidade da Itália é parecida com os imigrantes. A Itália, hoje, não tem nada a ver com aquilo. Hoje ela está muito mais desenvolvida”.

Estímulo aos jovens
Hoje, a atuação de associações, como os “Circolos Trentinos”, permitem intercâmbios entre os moradores e descendentes da região de Trento. Colombi tenta uma das 22 vagas do projeto neste ano. Em média, as viagens duram cerca de três semanas.

De acordo com ele, a criação de alternativas de intercâmbios locais seria uma possibilidade interessante para os jovens conhecerem a região dos seus antepassados. Outro benefício indicado é a possibilidade de estudo ou de desenvolvimento profissional na Europa.

Com um consulado da Itália em Curitiba e um sub consulado em Florianópolis, ele acha positiva a aproximação dos representantes regionais com órgãos ligados ao país. Para ele, a iniciativa permite uma circulação maior de informações sobre temas de interesse local, como a obtenção de dupla cidadania. O processo exige a comprovação de origem com documentos e certidões dos antepassados nascidos na Itália.

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