Ex-atletas de Paysandú e Carlos Renaux relembram tempos de rivalidade

Também estiveram presentes membros da imprensa que cobriram o clássico municipal

Ex-atletas de Paysandú e Carlos Renaux relembram tempos de rivalidade

Também estiveram presentes membros da imprensa que cobriram o clássico municipal

 

A chama do grande clássico brusquense entre Paysandú e Carlos Renaux foi reacesa na noite desta terça-feira, 1. Em um debate no estilo mesa redonda, organizado no Santos Dumont, ex-atletas das duas equipes relembraram os principais momentos de quando Brusque se dividia nos duelos entre tricolor e alviverde. O evento fez parte da programação da semana do aniversário de Brusque.

Presente na cerimônia, o prefeito Jonas Paegle relembrou quando ele próprio – de certa forma – fez parte da delegação paysanduana. “Tenho boas recordações de quando fui médico do Paysandú. Era um período muito bonito em que a cidade respirava futebol. Me lembro de quando os atletas do alviverde iam a pé, pela calçada, até o estádio Augusto Bauer para jogar o clássico”, completa.

Para ele, relembrar a história por meio do bate papo com ex-atletas sim uma forma de homenagear o próprio município de Brusque. “Foi uma bela história, um marco. Mexia com todos, e a cidade parava para acompanhar as partidas”, relembra.

Memórias de um clássico
Antes mesmo do debate, o presidente do Paysandú e ex-goleiro alviverde Valdir Appel comentou sobre quando foi um dos protagonistas do grande clássico municipal. Também escritor, Appel diz que relembrar as histórias do futebol brusquense é uma de suas atividades preferidas. “Eu tenho essa preocupação de resgate há muito tempo. Então quando há essa iniciativa de trazer estas pessoas, ex-jogadores e imprensa, acredito ser uma oportunidade que ninguém pode perder”, completa.

O Alviverde da Pedro Werner se prepara, inclusive, para as festividades dos seus 100 anos em 2017. Além de muito futebol, ele afirmou ainda que outras festividades serão realizadas e relembradas. “Vamos tentar resgatar eventos tradicionais como a corrida do facho, bailes de carnaval e bailes de gala”, completa.
Para o ex-presidente do Carlos Renaux, José Carlos Loos, o Juca Loos, preservar a memória do clássico é manter vivo a história para as atuais gerações. “A ideia foi muito boa e podem ser feitas mais vezes. O passado não pode ser esquecido, e as pessoas de hoje em dia precisam saber o que eram esses clássicos, ainda mais que Brusque é o berço do futebol profissional catarinense”, diz.

Gostoso saudosismo
Enquanto o microfone ia passando de mão em mão para cada um daqueles que foram grandes personagens do clássico, alguns elementos chamavam a atenção. As bandeiras dos clubes permaneceram fixas em cima da mesa. A do tricolor, por sinal, uma raridade: ainda levava o antigo nome do clube, Sport Club Brusquense.

Em cima da mesa, de forma imponente, estava a bola de cor caramelo que simbolizou uma das partidas mais importantes da história do futebol catarinense. Foi com ela que o Carlos Renaux empatou em 5 a 5 a partida contra o Botafogo, que tinha galáticos como Nilton Santos, Garrincha e Quarentinha, comandados por João Saldanha.

Antônio Abelardo Bado, o Badinho, lembrou um fato curioso. No melhor estilo ‘Romeu e Julieta’, até mesmo romances entre torcedores de Carlos Renaux e Paysandú eram pouco recomendados devido o tamanho da rivalidade. “Antigamente nós tinhamos problemas sérios com namoro de pessoas que eram do outro lado. Situações até mesmo de discussões familiares”, explica.

Para exemplificar a rivalidade também em campo, Ademir de Souza, o Toto, lembrou que de uma vez em que foi expulso em um minuto de jogo pelo lado tricolor, e o Paysandú venceu. Atleta de períodos anteriores, o ex-goleiro Osvaldo Appel lembrou de quando fez uma das melhores partidas. “Fiz muitas defesas difíceis e cheguei a ser carregado nas costas. Cheguei a levar o apelido de Santo Osvaldo depois de um clássico”, explicou.

Retorno à Série C
Apesar de falar muito do passado, dirigentes dois dois clubes também comentaram sobre o futuro. Tanto Paysandú quanto Carlos Renaux afirmaram que devem participar da última divisão catarinense de 2018. “Vamos tentar realizar uma parceria com empresa privada para cuidar disso, formando um elenco para disputar a competição apenas em caráter comemorativo aos 100 anos do clube, sem a intenção de subir”, diz.

Já Loos afirmou que o Carlos Renaux tem negociações avançadas para retornar ao futebol profissional. “A chance do tricolor voltar é muito grande. Estamos bem adiantados nesta negociação. Se depender do tricolor, vai ter clássico na Série C. Só não sei se o Paysandú vai voltar”, brinca.

Integrantes da mesa redonda:
Dirlei Silva (mediador / imprensa)
Dario Silva (imprensa)
Antônio Carlos (imprensa)
Valdir Appel (Paysandú)
Osvaldo Appel (Paysandú)
Luiz Carlos Kühn, o Kussi Kühn (Paysandú)
Altair Gustavo Kühn, o Nego Kühn (Paysandú)
Gerson Moreli, o Keka (Paysandú)
Julinho Hildebrand (Paysandú)
José Brandt, o Alemão (Paysandú)
José Carlos Loos, Juca Loos (Carlos Renaux)
Robson Machado, o Bob (Carlos Renaux)
Ademir da Silva, o Toto (Carlos Renaux)
Antônio Abelardo Bado, o Badinho (Carlos Renaux)

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