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Brusque e Carlos Renaux voltam a se enfrentar após 22 anos; relembre confrontos

Equipes só jogaram duas vezes em nível profissional na história, em 2004, com vitórias do Brusque

Brusque e Carlos Renaux se enfrentam neste domingo, 11, pela segunda rodada do Campeonato Catarinense 2026. Será apenas o terceiro encontro entre as equipes em nível profissional na história. O jogo no Augusto Bauer (Arena Simon) inicia às 19h30.

Os dois duelos entre as equipes em nível profissional até hoje aconteceram na Série B1 (terceira divisão) do Campeonato Catarinense de 2004. O Brusque venceu os dois jogos, por 1 a 0 em 25 de abril e por 2 a 1 em 25 de julho.

Primeiro duelo da história

“Clássico do futebol brusquenses é a atração de domingo” estampava a capa do jornal O Município do dia 23 de abril, dois dias antes do primeiro confronto na história entre Brusque e Renaux, que foi válido pela primeira rodada da Série B1.

A reportagem de Lisiane Moraes destacava o retorno do futebol brusquense ao cenário profissional do estado. O Quadricolor foi o mandante do duelo.

Capa do jornal O Município em 23 de abril destaca o jogo; escudo antigo do Brusque chama atenção | Foto: Bruno da Silva/O Município

Em 2003, Carlos Renaux e Paysandu recuperaram a posse dos estádios Augusto Bauer e Cônsul Carlos Renaux na Justiça e a diretoria do Brusque decidiu não jogar campeonatos profissionais naquele ano.

Por outro lado, o Vovô não figura em competições profissionais desde a enchente de 1984 – a fusão que deu origem ao Brusque ocorreu três anos depois.

Para o duelo, o Brusque, comandado pelo técnico Gelson, fez segredo na escalação. Já o treinador do Renaux, Indião, ressaltou a confiança antes do duelo: “o time está preparado para jogar. Depois dos amistosos, foram feitos os acertos necessários”.

O Quadricolor tinha um elenco com muitos jogadores de fora da cidade, enquanto o Vovô investiu em “pratas da casa”, com grande experiência no amador.

O resultado do jogo também estampou a capa do jornal do dia 26 de abril. O gol da vitória quadricolor por 1 a 0 foi marcado por Leo, aos 5 do segundo tempo.

“A bola sobrou e eu tive a sorte de colocar para dentro. Um pouco de oportunismo sempre é bom”, disse o artilheiro do jogo. Já o técnico Gelson destacou que o time ainda podia melhorar. “Jogadores que estão se recuperando de problemas físicos são fundamentais para a gente”.

Mais de 4 mil pessoas compareceram ao primeiro jogo entre Brusque e Renaux na história | Foto: Lisiane Moraes/Arquivo O Município

O Renaux ainda teve um pênalti, desperdiçado por Edgar. “A bola levantou demais e acabei perdendo. Mas, no próximo jogo, eu quero marcar e fazer a alegria da torcida”, disse o jogador. O técnico Indião parabenizou o rival e disse que o Vovô “fez um trabalho correto na defesa, mas não concluiu”.

O técnico Gelson escalou o seu time da seguinte forma: Alexandre, Jackson, Frank, Tiago, Xande, Paulo, Teco, Reginaldo, Roni, Leo e Polegar. O Carlos Renaux entrou em campo com Adriano, Diógenes, Claudecir, Clécio, Graciel, Dilsinho, Jovilson, Hélio, Renato, Walace e Edgar.

A reportagem de Lisiane ressalta que “o clima foi tenso durante o jogo, mas apenas dentro de campo”. Cerca de 4 mil torcedores compareceram ao duelo. “O futebol voltou a ser o programa das tardes de domingo em Brusque”, diz a reportagem.

“O jogo foi bom. O Brusque mostrou que tem mais preparo físico e melhores jogadores”, disse o frentista Osvaldino Martins Varela à reportagem. “O Carlos Renaux teve mais chances, mas o Brusque apresentou um melhor toque de bola”, analisou o encarregado de expedição Ednei Popper.

Torcida organizada do Brusque no primeiro clássico da história | Foto: Lisiane Moraes/Arquivo O Município

O Brusque terminou o primeiro turno do campeonato na primeira colocação, com 25 pontos em 11 jogos e, após bater Inter de Lages nas quartas de final e Fraiburgo nas semis, acabou perdendo a final da primeira fase para o Juventus de Jaraguá por 4 a 2 no placar agregado. Já o Renaux ficou em nono, com 13 pontos, e não avançou ao mata-mata.

Brusque vence outra vez em duelo cheio de confusões

Para o primeiro jogo do segundo turno, a reportagem do jornal O Município de Rodrigo Suíta destacava que o Brusque buscar a reabilitação após perder a final do primeiro turno.

O time tinha anunciado a contratação de dois jogadores, Claudinei e Giovani Alves, e buscava retomar a confiança.

“A equipe sentiu muito a perda do título em casa, mas o técnico Gelson reanimou o grupo e vamos entrar em campo com a cabeça tranquila”, disse o volante Paulo antes do clássico.

O Renaux também se reforçou para o segundo turno da competição, com a chegada de seis jogadores e realizou trabalhos diários no Augusto Bauer e no campo do Paquetá desde o fim do primeiro turno para se preparar para a segunda parte do campeonato.

“É sempre difícil vencer um clássico, tudo pode acontecer”, resumiu o técnico Hélio Mozer, que assumiu o time durante a competição.

Desta vez, o Brusque venceu por 2 a 1, de virada, resultado que consolidou o time na liderança da classificação geral do campeonato naquela altura. O duelo teve várias confusões e duas expulsões.

Brusque venceu o segundo jogo entre as equipes, em 25 de julho, de virada | Foto: Bruno da Silva/O Município

O zagueiro Tiago, do Brusque, foi expulso por uma cotovelada em Clésio, aos 32 do primeiro tempo. Com um a mais, o Renaux abriu o placar aos 9 do segundo tempo, com o volante Paulo, contra. Mesmo com um a menos, o Quadricolor fez alterações ofensivas e empatou aos 31, com Adriano, por cobertura.

Aos 40, Zé Sérgio, meia do Renaux, foi expulso pelo segundo amarelo. Três minutos depois, Iuri fez o gol da vitória quadricolor.

Brusque comemora um dos gols da vitória sobre o Renaux por 2 a 1, no segundo turno da Série B1 de 2004 | Foto: Rodrigo dos Santos/Arquivo O Município

Após o jogo, o zagueiro Clésio e o goleiro Fabiano, do Renaux, se desentenderam com alguns torcedores que deixavam o estádio. Clésio chegou a tentar pular o alambrado, mas foi contido pelos companheiros, diz a reportagem assinada por Rodrigo dos Santos.

O Renaux jogou a partida com Fabiano, Iuri, Ronaldão, Clésio e Wellington (Gilberto). Vilsinho, Luis André (Derli), Jovílson e Zé Sérgio. André Carvalho (Mano) e Wallace. Já o Brusque teve Alexandre, Adans, Reinaldo, Tiago e Ezequiel. Paulo (Celso), Teco, Roni (Du) e Reginaldo. Rafael (Leo) e Adriano.

Desfecho da competição

No segundo turno, o Brusque terminou na sexta colocação, com 16 pontos, e o Carlos Renaux ficou em oitavo, com 14. O Quadricolor voltou à decisão e, desta vez, bateu o Juventus de Jaraguá por 6 a 2, no agregado, enquanto o Vovô perdeu nas quartas de final para o Concórdia (caso tivesse vencido, teria ocorrido mais dois clássicos).

Após o fim dos dois turnos, foi disputado um quadrangular final. O Brusque bateu o Concórdia por 7 a 3 no agregado nas semifinais, garantindo o acesso à Série A2 de 2005. Já na decisão, encarou novamente o Juventus e foi derrotado por 5 a 3, na soma dos dois jogos.

Brusque conseguiu o acesso ao fim daquela edição da Série B1 | Foto: Rodrigo dos Santos/Arquivo O Município

O Renaux, por outro lado, ficou de fora de competições profissionais em 2005 e retornou em 2006, sob o seu nome original, Brusquense. Depois disso, foram mais 12 anos de hiato, até o retorno em 2018.


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