Horário de verão termina neste domingo, 19

Deputado catarinense quer acabar com a mudança de horário

Horário de verão termina neste domingo, 19

Deputado catarinense quer acabar com a mudança de horário

O horário de verão termina neste domingo, 19, a partir da meia-noite, quando os relógios devem ser atrasados em uma hora nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A medida, em vigor desde outubro, visa proporcionar uma economia de energia para o país, com um menor consumo no horário de pico (das 18h às 21h), pelo maior aproveitamento da luminosidade natural.

Com isso, o uso de energia gerada por termelétricas pode ser evitado, reduzindo o custo da geração de eletricidade.
A previsão do governo é de que o horário de verão deste ano resulte em uma economia de R$ 147,5 milhões, por causa da redução do uso de energia de termelétricas. Na edição anterior (2015/2016), a adoção do horário possibilitou uma economia de R$ 162 milhões.

O gerente regional da Celesc de Blumenau, Claudio Varella, afirma que os dados sobre a economia de energia gerada na região neste período ainda não foram fechados, no entanto, ele diz que deve ficar em torno de 4% a 5%. “A economia feita com o horário de verão, por exemplo, na região, poderia abastecer a cidade de Gaspar por 30 dias”, diz.


Deputado quer o fim do horário de verão

Projeto de lei do deputado Valdir Colatto (PMDB) quer acabar com o horário de verão, que foi implantado pela primeira vez em 1931 e repetido todos os anos desde 1985. Desde 2007 tramita na Câmara um projeto que proíbe definitivamente a adoção do horário de verão.

Neste ano, o deputado voltou a reapresentar a matéria, que está em tramitação na Comissão de Seguridade Social e Família, mas não tem data para ser votado.

A justificativa do deputado é que a economia de energia no período é muito baixa. “A economia é mínima, e não compensa os danos causados à saúde e ao humor do brasileiro”, justifica o deputado.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) estima que, em 2017, a economia será de R$ 147 milhões. Em 2016, foi de R$ 162 milhões. “O organismo desequilibra, as pessoas ficam com dor de cabeça, fadiga, taquicardia, perdem rendimento no trabalho e estudos”, argumenta Colatto.

Para Varella, o horário de verão continua sendo viável. “Toda redução é bem-vinda, mesmo não trazendo economia direta para o consumidor, contribui na questão das bandeiras. Esse período do horário de verão ajuda a manter as tarifas na bandeira verde”.

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