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Financiamento de R$ 100 milhões: como e quando prefeitura vai utilizar recurso para trocar asfalto de Brusque

Recurso está disponível para uso, mas Executivo quer utilizá-lo de forma estratégica

A Prefeitura de Brusque ainda depende do andamento de alguns trâmites para definir quando inicia a troca do asfalto antigo do município. Um deles é a concessão do serviço de esgoto sanitário, com leilão previsto para os últimos dias de fevereiro.

O Executivo aderiu a um financiamento de R$ 100 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O recurso, oriundo do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa), já está nos cofres da prefeitura e poderia ser utilizado.

A espera para trocar 100 quilômetros de asfalto com os R$ 100 milhões financiados é estratégica. Quando o serviço de esgoto começar a ser implantado, a concessionária precisará abrir o asfalto.

Assim, a prefeitura entende que não adianta trocar o asfalto agora, sendo que, em breve, ele seria quebrado para receber a rede de coleta de esgoto.

“A concessionária do esgoto pode mudar o planejamento. Se começar a implantar a rede de forma imediata, vamos passar a pavimentação conforme o asfalto é fechado após receber a rede”, antecipa Rodrigo Cesari, diretor-presidente do Samae, autarquia que irá fiscalizar a atuação da concessionária.

Quanto às vias que irão receber a implantação da rede de esgoto por último, o asfalto antigo será substituído mesmo antes do coletor. Isso porque o período até a concessionária chegar a determinada rua pode ser longo.

“O recurso do financiamento já está disponível, mas queremos executá-lo com planejamento, sem que seja necessário quebrar o asfalto várias vezes”, considera.

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Samae “aproveitará” abertura do asfalto

A implantação da rede de esgoto irá beneficiar o Samae. A autarquia, que teve superávit em 2025, pretende trocar toda a tubulação de abastecimento de água da cidade.

O Samae deixaria de utilizar os tubos PVC e optaria pelo polietileno de alta densidade (Pead). O material é mais resistente e eficiente para evitar perdas de água. Consequentemente, evitaria a necessidade de abrir o asfalto constantemente para reparos.

A decisão de trocar o material que leva água às pessoas foi tomada pela autarquia após visita ao Serviço Intermunicipal de Água e Esgoto (Semae), em Joaçaba. Aproximadamente 60% da cidade do Meio-Oeste catarinense conta com tubulação de Pead. A eficiência e durabilidade chamou a atenção.

“É um investimento alto, mas o Samae teve superávit. Iremos investir também na capacitação dos servidores, porque o serviço com este tipo de material é diferente”, explica Rodrigo Cesari. “É uma mudança de cultura que daqui a 50 anos veremos reflexos”, projeta.

Passada a fase de implantação da rede de esgoto e do Pead, as vias que foram abertas para estes fins serão fechadas com um novo asfalto. O recurso prevê também a fresagem, que é a remoção completa do asfalto antigo para posterior implantação do novo.