Vistoria técnica será realizada pela Celesc em conjunto com Prefeitura de Botuverá para melhorias na rede elétrica
Responsabilidade pelos pontos onde a vegetação interfere na rede também será definida
Em reunião entre o prefeito de Botuverá, Victor José Wietcowsky (PP), e representantes da Celesc, realizada na quinta-feira, 15, foi definida a realização de uma vistoria técnica para mapear as melhorias necessárias na rede elétrica do município.
O prefeito recebeu o diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, além de representantes de todas as localidades, bairros e comunidades de Botuverá, em uma reunião ampliada com o objetivo de ouvir diretamente os moradores.
“Realizamos uma reunião institucional com representantes de todas as regiões do município para tratar, de forma direta e responsável, os recorrentes problemas relacionados à falta de energia elétrica. Os moradores puderam relatar as dificuldades enfrentadas, e avançamos em encaminhamentos objetivos”, afirmou Victor.
Como principal deliberação, ficou definida a realização de uma vistoria técnica em campo, envolvendo Celesc, prefeitura e representantes das comunidades.
“Essa visita técnica vai mapear todas as ações necessárias, como podas e roçadas sob a rede, substituição de fiação, instalação de chaves de ligação, troca e realocação de postes, além de outras melhorias estruturais”, explicou o prefeito.
Segundo Wietcowsky, também será estabelecida com clareza a responsabilidade de cada parte nos pontos onde a vegetação interfere na rede elétrica.
“Após essa vistoria, teremos uma nova reunião com os moradores, quando a Celesc apresentará um cronograma de execução e as soluções técnicas para enfrentar de forma definitiva os problemas de falta de energia em Botuverá”, completou.
Constantes interrupções no fornecimento de energia
Na tarde da quarta-feira, 14, uma reunião também havia sido realizada no gabinete do prefeito, com foco nas constantes interrupções no fornecimento de energia registradas no fim do ano.
O encontro teve como objetivo alinhar medidas para agilizar o restabelecimento do serviço e prevenir novas ocorrências, especialmente em áreas mais sensíveis do município.
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Toque aqui e entreJá pela manhã da quarta-feira, houve um encontro em Florianópolis entre representantes da Prefeitura de Botuverá, do Núcleo de Empresários da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Acibr) e da Celesc. A reunião teve como foco a atualização do andamento da futura subestação de energia de Botuverá, considerada essencial para o desenvolvimento econômico local e regional.
Participaram do encontro o presidente da Celesc, Tarcísio Rosa, o diretor técnico de Distribuição, Cláudio Varella, além de lideranças empresariais e do prefeito de Botuverá, acompanhado do vice-prefeito, Kaioran Paloschi Paulini (PP).
Durante a reunião, a Celesc apresentou o cronograma da obra, com prazo estimado de 14 meses para execução. A licitação deve ocorrer até março deste ano, e a ordem de serviço deve ser assinada no segundo trimestre. A previsão é de que a subestação entre em operação no primeiro semestre de 2027, com investimento estimado em R$ 64,4 milhões.
Segundo o presidente da Celesc, a iniciativa demonstra o compromisso da companhia com o crescimento do município. “A Celesc tem uma parceria muito grande com Botuverá, uma cidade que cresce muito, e nós não podemos atrapalhar esse crescimento. Houve um convênio importante com a prefeitura, que cedeu o terreno e segue trabalhando na terraplanagem para receber uma subestação de 40 mil kVA”, afirmou Tarcísio.
O presidente destacou ainda que o transformador principal já foi adquirido de forma antecipada. “Um equipamento desse porte levaria quase dois anos para chegar. Se esperássemos a licitação, não conseguiríamos cumprir os prazos. Por isso, antecipamos a compra para garantir que ele chegue no momento certo”, completou.
O diretor Cláudio Varella explicou que a nova subestação ampliará a segurança do sistema elétrico local. “Hoje Botuverá é atendida por dois alimentadores e passará a contar com quatro, o que garante mais flexibilidade operacional. Se um circuito apresentar falha, é possível alimentar pelo outro, mantendo o sistema em funcionamento”, detalhou.