Maioria das vagas de emprego em Brusque tem remuneração de até 1,5 salário mínimo

Saiba quais são os setores que maior tiveram redução e quais têm oportunidades aberto

Maioria das vagas de emprego em Brusque tem remuneração de até 1,5 salário mínimo

Saiba quais são os setores que maior tiveram redução e quais têm oportunidades aberto

O Município Dia a Dia fez um consulta em agências de emprego de Brusque e no Serviço Nacional do Emprego (Sine) para saber qual é a remuneração média das vagas ofertadas atualmente. O resultado é que a maioria das oportunidades de trabalho oferece renda de, em média, um salário mínimo e meio ( R$ 1,3 mil).

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Especialistas em Recursos Humanos dizem que o salário médio ofertado hoje em dia é mais baixo que aquele de um ou dois anos atrás. O motivo é a velha lei da oferta e da demanda, ou seja, há poucos empregos e muitos candidatos, automaticamente, o valor cai.

Outro motivo que pode ter contribuído para esse cenário de rendas mais modestas é a rotatividade nas empresas, avalia Édio Bertoldi, um dos diretores da agência Tempo e Trabalho. Segundo ele, algumas companhias passaram a demitir funcionários com mais tempo de casa e salários mais altos para contratar outros, com renda mais baixa.

“Às vezes, com o salário de um, eles conseguem contratar três, com salários mais baixos, e ainda sobra alguma coisa”, diz Bertoldi. De acordo com ele, embora muitas negociações salariais tenham rendido aumentos acima da inflação, as demissões e trocas de funcionários mais velhos por novos praticamente anularam os reajustes.

A Tempo e Trabalho tem, atualmente, 80 vagas sendo ofertadas, sendo a maioria para a área operacional. O salário médio dos trabalhos em indústrias é de R$ 1,3 mil, com variações em casos mais específicos.

A exceção à esta regra são cargos gerenciais e as costureiras, que recebem até dois salários mínimos. Nos postos de gestão, Édio diz que a remuneração é maior, mas, ainda mais baixa do que em outros tempos. Bertoldi afirma que muitas pessoas que trabalhavam como gerentes recebendo  R$ 4 mil mensais estão aceitando R$ 2,5 mil. Depois de perder o emprego, eles até tentam pegar algo no mesmo patamar do emprego antigo, entretanto, sem opção, acabam cedendo a salários mais baixos.

Ainda conforme o diretor da Tempo e Trabalho, os empregos administrativos de nível médio – como assistente administrativo – tiveram uma queda grande no salário. Hoje, pagam praticamente o mesmo do que as remunerações da indústria.

Oferta e demanda

A responsável pela Degrau do Sucesso de Brusque, Letícia Resende, afirma que a agência conta com cerca de 25 vagas. Destas, 70% são de cargos operacionais e o restante oportunidades para níveis mais altos ou de outras áreas.

Segundo Letícia, a maioria dos trabalhos em fábricas ofertam o piso salarial, que gira em torno de R$ 1,3 mil. Em alguns casos específicos, pode chegar a dois salários cheios, aproximadamente R$ 1,6 mil.

Letícia diz que esta redução nos salários em Brusque é reflexo da crise do desemprego que aumentou nos últimos meses. Ela afirma que muitos estão aceitando salários mais baixos e até mesmo recém-formados acabam trabalhando por menos, para não ficar sem ocupação.

Poucas vagas

O Sine de Brusque é um termômetro do mercado de trabalho em Brusque. Hoje, a entidade possui 13 vagas, mas, no mesmo período de 2015, havia 150. O agente administrativo Claudinei Benvenutti diz que antes os salários eram maiores porque havia pouca mão de obra.

“O que se observa é que quando tinha muita oferta tinha salários maiores, para atrair os candidatos”, afirma o agente administrativo. Assim como os outros especialistas, ele acredita que as remunerações mais baixas se devem à rotatividade das empresas.


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