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Mais de 50% dos municípios de SC têm água potável com resíduos de agrotóxicos, mostra estudo do MP-SC

Água envenenada 1
Um estudo feito de 2018 a 2023 nas águas que abastecem os 295 municípios catarinenses, apresentado quarta-feira, acendeu o alerta no Ministério Público de SC. Revelou que embora os níveis estejam dentro dos limites permitidos, em 155 deles (52,5%) as águas potáveis apresentam resíduos de agrotóxicos. Ao todo, foram encontrados 42 resíduos ativos nas águas analisadas, dos quais cinco banidos no Brasil, de acordo com a Anvisa, estes detectados em Balneário Camboriú, Rancho Queimado, Imbuia, Canelinha, Itaiópolis, Ituporanga e São João do Sul.

Água envenenada 2
O MP-SC pretende atuar para reduzir os impactos que o excesso desses resíduos químicos pode causar na vida das pessoas. A ideia inicial é atacar o problema de forma integrada com as áreas do consumidor, da saúde pública e do meio ambiente e em diferentes frentes: de forma regionalizada, com grupos de trabalho fixos e sugestão de instauração de procedimentos administrativos nas promotorias das comarcas onde se identificou maior concentração de substâncias diferentes no meio ambiente.

SC racista 1
A lei das cotas raciais em SC leva uns a exageros, como Thiago Amparo, advogado e professor de Direito Internacional e Direitos Humanos na Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, que em artigo na “Folha de S. Paulo” de anteontem sugeriu que “SC precisa esquecer a Alemanha de 1940 e aterrissar no Brasil de 2026”.

Estado racista 2
“Esperava-se um racismo menos acanhado por parte da elite política de um Estado que abriga mais de 320 grupos nazistas”, diz Amparo, para quem “opor cotas raciais a cotas sociais —como fez SC na lei – é um equívoco”.

Orelha 1
Ruth de Aquino, em “O Globo”, sobre o episódio do cão Orelha, resume bem o daqui em diante: “É preciso investigar o papel de cada um, reter passaporte, proibir viagens, prender. E depois, anos de medidas socioeducativas, como trabalhar 12 horas por dia num abrigo de animais. Acredito nisso”. Aqui também.

Orelha 2
Eliane Cantanhêde, no “Estadão”: Que o sistema e os agentes da Justiça cumpram o papel que a sociedade exige: investigar e, se for o caso, punir dentro da lei. O oposto seria aprofundar a descrença nas instituições e na igualdade de direitos entre pobres e ricos e o incentivo aos autores, às redes, ao ódio e à desumanidade. O bem sempre vence no final? Esse sonho não pode morrer”.

Alheamento
Observação pertinente do analista político Evaldo Wilerding: nas 20 últimas postagens em redes sociais, o pré-candidato ao Senado por SC, Carlos Bolsonaro (PL), ignorou completamente questões “catarinenses”, digamos assim, como a BR-101 e o Morro dos Cavalos, nenhum comentário sobre a crise do leite, balneabilidade nas praias… Só glorifica o pai e demoniza o STF. Quem mencionou mesmo SC foi seu irmão senador, Flávio, sobre o cão Orelha, em que prestou solidariedade às pessoas que cuidavam do animal e classificou o ocorrido como “um ato de crueldade injustificável”.

Se….
Se o senador Jorge Seif (PL-SC) perder o mandato no julgamento marcado para a próxima quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral, a própria corte eleitoral deverá decidir o pós, entre duas alternativas: uma nova eleição ou a ascensão do segundo colocado na eleição de 2022, Raimundo Colombo, do PSD.

Paga-se bem
Estão abertas as inscrições para ingresso no Corpo de Bombeiros Militar de SC, que põe a corporação entre as mais valorizadas do serviço público no Brasil. Os editais lançados são para os cursos de formação de oficiais e praças, com 110 vagas. Detalhe: durante o curso o aluno recebe um subsídio de R$ 18.670,37, mais auxílio-alimentação de R$ 550. Quando concluir e for promovido a 2º tenente, iniciando a carreira, o vencimento passa para R$ 21.284,40, além do benefício de alimentação.

Misoginia
Em pleno século 21 ainda acontece isso: a prefeitura de Catanduvas, no oeste do Estado, fez uma chamada pública restrita a homens para contratação de um educador social, sob o argumento de que o cargo exigiria o uso de força física para lidar com pessoas que resistem à abordagem. Que está sendo judicializada, lógico. A Constituição Federal e as leis trabalhistas dizem de forma absolutamente cristalina que pessoas dos sexos feminino e masculino têm exatamente os mesmos direitos no mercado de trabalho e protegem o acesso das mulheres ao serviço público, vedando qualquer tipo de discriminação.