AGORA – Polícia Civil conclui inquérito sobre assassinato de homem no bairro Cedro Alto, em Brusque
Laudo cadavérico apontou três disparos de arma de fogo
A Polícia Civil, por meio da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Brusque, informou na tarde desta segunda-feira, 11, o encerramento das investigações sobre o homicídio de Antônio Marcos Sousa, ocorrido no dia 7, no bairro Cedro Alto, em Brusque.
A apuração concluiu que o crime foi cometido por um homem de 58 anos, morador do local onde os fatos aconteceram. O suspeito segue preso de forma preventiva.
Segundo a investigação, o homicídio foi motivado por desavenças pessoais. Depoimentos e laudos indicam que a vítima suspeitava que a ex-companheira estivesse iniciado um relacionamento com o investigado. Essa suspeita teria levado Antônio Marcos até a residência do homem, no dia do crime.
O laudo cadavérico apontou três disparos de arma de fogo, todos com trajetória de cima para baixo, sendo um deles na região atrás da orelha.
Ao longo da apuração, a polícia ouviu oito testemunhas, realizou perícia no local, exame balístico e análise papiloscópica, além de avaliar detalhadamente as circunstâncias do caso.
A alegação do investigado de que teria agido em legítima defesa não foi confirmada pelas provas reunidas.
Encontro do corpo
O corpo de Antonio foi encontrado por moradores de uma rua do bairro por volta das 12h30. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou a vítima caída ao lado de uma motocicleta que lhe pertencia.
Próximo ao corpo, os policiais localizaram um revólver com cinco munições. Testemunhas relataram ter ouvido cerca de três disparos por volta das 10h.
A área foi isolada até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica, que assumiram a investigação.
Quem era a vítima
Antonio era natural de São Luís (MA), mas morava em Brusque. Trabalhou por cerca de quatro anos em uma malharia em Nova Trento, no turno da noite, das 22h às 5h. Colegas o descreveram como “uma pessoa trabalhadora”.
A morte dele foi comunicada a funcionários da empresa por meio da reportagem de O Município. Um colega que preferiu não se identificar contou que mantinha apenas uma relação profissional com Antonio e que, após ele sair da empresa, não teve mais contato.
Outro ex-funcionário relatou que Antonio chegou a ser jogador de futebol profissional, com passagens por clubes da Indonésia, Austrália, Paraná Clube e outros times menores.
Apesar disso, Antonio também tinha histórico policial. De acordo com a Polícia Militar, ele possuía passagens por lesão corporal e ameaça, com registros acumulados ao longo dos anos.
Um trabalhador da malharia afirmou à reportagem que, em determinado momento, Antonio foi demitido por justa causa após empurrar um colega durante o expediente.
O corpo de Antonio foi trasladado para Itapecuru-Mirim (MA) ainda na mesma semana do crime, onde ocorreu o sepultamento.
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