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Convênio de segurança entre entidades e polícias de Brusque pode ser replicado em todo o estado

Reunião foi realizada para entender o funcionamento do convênio

Nesta segunda-feira, 1º de dezembro, consultores da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), acompanhados pelo diretor da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Acibr), Halisson Habitzreuter, se reuniram com o comandante do 18º batalhão de polícia militar de Brusque, tenente-coronel Pedro Machado Júnior, e com o delegado regional, Fernando de Faveri. O objetivo do encontro foi compreender, em detalhes, o funcionamento do convênio que a Prefeitura de Brusque mantém com a PM e a Polícia Civil.

Instituído em 2018, durante a gestão de Halisson como presidente da Acibr, o convênio substituiu o antigo Fundo Municipal de Segurança Pública (Funpom) – no caso da PM – e instituiu a parceria inédita com a Polícia Civil, permitindo que recursos municipais fossem destinados diretamente ao custeio e à modernização das polícias do município.

A visita integrou o projeto de Segurança Pública Compartilhada, conduzido pela Facisc, que estuda formas de replicar boas práticas e preparar entidades empresariais para liderar iniciativas semelhantes em seus municípios. O consultor do projeto, Luiz Carlos Padilha, avaliou positivamente o encontro. “Os cases apresentados foram espetaculares. O modelo de Brusque mostra como a parceria entre polícia, empresários e comunidade foi importante para todos. Agora é hora de pegar essas boas práticas e construir, a várias mãos, um projeto estadual consistente”.

Para a gerente institucional da Facisc, Caroline Silveira Rodrigues, Brusque é hoje uma das experiências mais sólidas entre os 292 municípios acompanhados pela federação. “Algumas cidades ainda estão muito distantes desse nível de integração. O que queremos é levar o case de Brusque, junto com outras referências, para que as associações entendam como podem ser protagonistas nesse tema”, afirmou.

O diretor Halisson destacou que a Facisc vem amadurecendo a discussão sobre segurança pública como fator de desenvolvimento econômico. “Hoje, mostramos aos consultores conquistas concretas dos convênios com a polícia militar e a polícia civil, desde aparelhamento até formação e integração com a sociedade, e como isso resulta em uma cidade mais preparada e mais segura”.

“Foi um divisor de águas. Quando você corta o cordão umbilical da capital e começa a gerir recursos localmente, as compras são mais rápidas e o policial sente o feedback imediato”, destacou o delegado Fernando. Segundo ele, essa proximidade também reforça a responsabilidade compartilhada. “Segurança pública vai muito além da polícia. É dever de todos”, disse.

Foto: Bárbara Sales / Divulgação

O tenente-coronel Pedro ressaltou que o impacto do convênio é percebido na estrutura e nos resultados do 18º batalhão da polícia militar. A compra de novos equipamentos, cursos de qualificação e fortalecimento de programas preventivos, como Proerd, Rede de Vizinhos, Rede Catarina, Estudante Cidadão e Transitolândia, foram viabilizados graças ao modelo.

“Brusque tem uma segurança pública de qualidade porque existe parceria com a sociedade organizada. A participação dos empresários e das entidades é fundamental. A polícia militar hoje está bem equipada, motivada e estruturada, e isso reflete diretamente nos indicadores”, afirmou Pedro. Ele também reforçou a importância da expansão da iniciativa. “Esperamos que a Facisc consiga implementar esse modelo em todas as cidades do estado”.

A partir da visita ao batalhão e à delegacia, a Facisc deve consolidar propostas com base no formato criado em Brusque. O objetivo é estruturar, com participação das entidades empresariais, um modelo replicável que fortaleça a segurança e o desenvolvimento econômico em Santa Catarina.


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