EXCLUSIVO – Saiba quem é o padre indiciado por importunação sexual em Brusque
Caso chocou a comunidade após ser divulgado pela Polícia Civil
O jornal O Município apurou, com exclusividade, que Vicente de Paula Neto, atual Moderador Geral da Comunidade Bethania, é o padre indiciado por importunação sexual em Brusque.
A informação, confirmada pela reportagem na manhã desta terça-feira, 16 representa um novo desdobramento do caso que ganhou repercussão na última sexta-feira, 12, quando a Polícia Civil anunciou a conclusão do inquérito.
Conforme o relatório policial, o crime teria ocorrido no dia 1º de outubro, em um estabelecimento comercial do bairro Santa Rita.
A reportagem entrou em contato com a Comunidade Bethania em busca de uma manifestação de Vicente. Por telefone, um representante informou que o padre estava viajando no último fim de semana e que ainda não sabia se ele já havia retornado. O espaço segue aberto para manifestação, tanto da comunidade quanto do padre.
Também questionada, a Delegacia de Polícia da Comarca (DPCO), responsável pela investigação, informou que não irá comentar o caso.
Arquidiocese inicia apuração própria
Diante da falta de informações oficiais, a reportagem entrou em contato, ainda na tarde desta segunda-feira, com a assessoria da Arquidiocese de Florianópolis, responsável pelas paróquias de Brusque, para esclarecer o caso.
Segundo apuração da reportagem, a Arquidiocese não confirmou oficialmente o nome do padre, mas informou que tomou conhecimento da situação e já iniciou uma investigação interna para reunir mais detalhes.
“Ainda não sabemos se ele era padre diocesano ou religioso. Assim que tivermos informações e um posicionamento, iremos repassar à comunidade”, afirmou a assessoria na segunda-feira.
A reportagem tentou contato novamente com a assessoria na manhã desta terça-feira, 16, mas não obteve resposta. O caso continua sendo acompanhado e novas informações estão sendo apuradas.
Detalhes do indiciamento
Segundo o atendente de 19 anos, que presenciou a ação, o homem observou o comércio do lado de fora antes de entrar. Já no interior da loja, iniciou movimentos considerados libidinosos, apertando a região íntima por cima das calças e encarando o funcionário.
O comportamento, de acordo com a vítima, durou cerca de dez minutos. “Ele ficou me olhando e apertando a região íntima”, relatou o jovem.
As equipes analisaram as imagens das câmeras de segurança e identificaram o veículo usado pelo suspeito, registrado em nome de uma entidade religiosa. Com isso, o homem foi localizado e intimado para prestar depoimento.
No interrogatório, o investigado negou ter agido com intenção sexual. Ele declarou que estava no local para comprar um presente e produtos pessoais. Também afirmou que os movimentos na região íntima ocorreram devido a um incômodo dermatológico.
Disse ainda ter se sentido observado pelo atendente, sugerindo que o funcionário teria desconfiado de um possível furto. “Não tive intenção de constranger ninguém”, afirmou durante o depoimento.
Após avaliar as imagens, os relatos e os documentos reunidos, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento do suspeito pelo crime de importunação sexual, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.
O inquérito, que tramita sob segredo de justiça, foi encaminhado ao Juízo da Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí e ao Ministério Público, que avaliarão a continuidade da persecução penal e as demais medidas cabíveis.
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