EXCLUSIVO – Veja vídeo utilizado como uma das provas da polícia para indiciar padre por importunação sexual em Brusque
Gravação é apenas parte do inquérito da Polícia Civil, que conta com outras evidências; conversa entre os dois foi relatada e utilizada na investigação
O jornal O Município teve acesso com exclusividade a um vídeo de quase 9 minutos, o qual foi utilizado pela Polícia Civil como uma das provas no inquérito que culminou no indiciamento do padre Vicente de Paula Neto, atual Moderador Geral da Comunidade Bethânia, por importunação sexual. A gravação é apenas parte do inquérito da Polícia Civil, que conta com outras evidências. A conversa entre os dois foi relatada e utilizada na investigação.
De acordo com a investigação, o caso ocorreu em 1º de outubro deste ano, em um estabelecimento comercial no bairro Santa Rita, em Brusque.
Na gravação, o padre é visto pegando produtos da prateleira em diferentes momentos e locais da loja. Conforme as imagens, é possível ver o homem tocando nas partes íntimas, por cima da roupa, em diferentes momentos.
Em depoimento à Polícia Civil, o padre alegou que os movimentos foram feitos por causa de coceira, e não tinham teor sexual.
Após avaliar as evidências, entre elas imagens de câmeras de segurança, relatos e documentos reunidos, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento do padre pelo crime de importunação sexual, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.
Relato da vítima
O jovem de 19 anos que denunciou o padre afirma que ficou paralisado e sem reação durante a abordagem do padre. O depoimento detalhado do atendente, somado às imagens da câmera de segurança, embasou a investigação da Polícia Civil.
De acordo com o jovem, o padre entrou no estabelecimento onde ele trabalha como atendente e permaneceu no interior da loja por cerca de oito minutos.
Desde a chegada, o comportamento chamou a atenção do denunciante, que afirmou ter visto o religioso, por diversas vezes, passar a mão e apertar por cima da calça, na região do pênis.
O atendente contou que, inicialmente, a conversa parecia comum, mas logo passou a gerar desconforto. Segundo ele, o padre manuseava um dos produtos da loja e fazia comentários que, somados aos gestos na região íntima por cima da calça e ao fato de encarar o funcionário, foram considerados “estranhos”.
“Ele ficava apertando o produto e dizia como era gostoso apertar. Em certo momento, enquanto mexia no órgão genital, ele perguntou que horas eu ia sair da loja. Questionei, de forma assustada, o motivo da pergunta e, então, ele desconversou, dizendo que queria saber que horas a loja fechava”.
O atendente afirmou que não conseguiu reagir no momento. “Ele me encarava o tempo todo e rapidamente fiquei muito apavorado. Não sabia o que fazer. Fiquei paralisado, tremendo, com ânsia de vômito”.
O jovem afirmou que só conseguiu registrar o boletim de ocorrência algumas horas depois, quando conseguiu se acalmar. Ele enviou o documento ao jornal para a conferência.
Questionado, disse que mantém todos os detalhes da versão apresentada à polícia e que decidiu falar publicamente após ver manifestações de apoio ao padre nas redes sociais.
Confira o vídeo
O jornal O Município publica abaixo o vídeo completo da permanência do padre no estabelecimento, sem qualquer edição ou corte. Assista:
Até a publicação desta matéria, não houve retorno nem procura do indiciado por qualquer espaço de manifestação.
O espaço segue aberto para manifestação de qualquer uma das partes citadas.
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