Polícia Civil divulga detalhes da operação contra estelionato e lavagem de dinheiro em Guabiruba
Ex-gerente de uma cooperativa de crédito do município foi preso preventivamente
A Polícia Civil apresentou na manhã desta quarta-feira, 10, novos detalhes da operação Confiança Quebrada, que investiga estelionato, falsidade ideológica e lavagem de capitais em Guabiruba.
Mandados de busca, bloqueio de bens e prisão foram executados no município. Durante as diligências, o ex-gerente de uma cooperativa de crédito, Iago Bretzke, foi preso preventivamente. Ele é suspeito de fraudes contra moradores e empresas de Brusque e Guabiruba.
O delegado Fernando Farias, titular da Divisão de Investigação Criminal de Brusque, explicou que o nome da operação está ligado ao modo como as fraudes eram praticadas.
"É em decorrência do abuso de confiança que o principal investigado utilizou para praticar os crimes".
Detalhes da operação
Farias relatou que Iago atuou em duas agências e se aproveitava da proximidade com os clientes. Ele detalhou que "com base na confiança que foi ganhando, ele acabou se utilizando dessa relação para aplicar golpes".
Ainda conforme o delegado, as vítimas forneciam dados, assinaturas e autorizações para movimentações bancárias que, depois, eram desviadas. "Ele conseguiu alferir praticamente R$ 1,6 milhão dessas vítimas", disse.
A investigação identificou 11 vítimas, entre pessoas físicas e jurídicas. O delegado afirmou que os valores desviados eram encaminhados para contas dele ou de pessoas próximas.
"Além do estelionato e da falsidade ideológica, ele responde também por lavagem de capitais, justamente porque tentava ocultar o patrimônio", explicou.
Mandados de busca foram cumpridos na residência do investigado e de pessoas vinculadas a ele, incluindo apreensão de documentos, notebooks, celulares e extratos bancários.
Método utilizado
Farias também descreveu o método usado para manter o esquema funcionando sem ser detectado. Ele afirmou que, quando um cliente percebia um prejuízo, o investigado encobria o rombo com dinheiro retirado de outra conta.
"Ele manipulava as contas de modo que, quando o cliente notava, ele preenchia o furo e dizia que estava tudo certo, mas logo em seguida retirava de novo", detalhou.
A Polícia Civil ainda apura a participação de pessoas que recebiam parte dos valores. Segundo Farias, há indícios de que familiares e conhecidos tinham ciência da origem irregular do dinheiro.
"A gente acredita que sim, porque ninguém recebe dinheiro sem justificativa e acha que está tudo certo", afirmou.
O bloqueio judicial solicitado pela DIC busca garantir cerca de R$ 1,6 milhão em bens dos investigados. A corporação segue analisando o material apreendido para esclarecer todas as etapas do esquema.
Leia mais sobre o caso:
Manifestação da defesa
Em outubro a reportagem procurou Iago Bretzke para que ele pudesse se manifestar sobre o caso. Por meio do advogado, foi divulgada apenas a seguinte nota:
“A defesa informa que, até o presente momento, não recebeu qualquer comunicação oficial nem possui conhecimento formal sobre as supostas acusações mencionadas. Reforçamos o compromisso com a transparência e o respeito aos trâmites legais, aguardando as devidas informações pelas vias oficiais antes de qualquer manifestação sobre o mérito dos supostos fatos”.
Colaborou: Marcelo Reis
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