PRIMEIRA MÃO – Arquidiocese de Florianópolis inicia apuração de caso de padre indiciado por importunação sexual em Brusque
Ele foi acusado de realizar movimentos na região íntima dentro de loja no Santa Rita
O jornal O Município conversou na tarde desta segunda-feira, 15, com a assessoria da Arquidiocese de Florianópolis, responsável pelas paróquias de Brusque, sobre o caso de importunação sexual ocorrido no município e que envolve um padre.
A conclusão do inquérito foi anunciada pela Polícia Civil na última sexta-feira, 12. Conforme o relatório, o crime teria ocorrido no dia 1º de outubro, em um estabelecimento comercial do bairro Santa Rita, em Brusque.
O caso resultou no indiciamento de um homem que se apresentava como padre e educador social religioso. A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia.
Segundo apurado em primeira mão pela reportagem, a Arquidiocese de Florianópolis tomou conhecimento do caso apenas nesta segunda-feira e já iniciou uma apuração própria para obter mais detalhes.
“Ainda não sabemos se ele era padre diocesano ou religioso. Assim que tivermos informações e um posicionamento, iremos repassar à comunidade”, informou a equipe ao jornal.
Desde o anúncio da conclusão do inquérito, o nome do padre e a cidade onde ele atuava não foram divulgados.
A reportagem segue acompanhando e apurando o caso.
Detalhes do indiciamento
Segundo o atendente de 19 anos, que presenciou a ação, o homem observou o comércio do lado de fora antes de entrar. Já no interior da loja, iniciou movimentos considerados libidinosos, apertando a região íntima por cima das calças e encarando o funcionário.
O comportamento, de acordo com a vítima, durou cerca de dez minutos. “Ele ficou me olhando e apertando a região íntima”, relatou o jovem.
As equipes analisaram as imagens das câmeras de segurança e identificaram o veículo usado pelo suspeito, registrado em nome de uma entidade religiosa. Com isso, o homem foi localizado e intimado para prestar depoimento.
No interrogatório, o investigado negou ter agido com intenção sexual. Ele declarou que estava no local para comprar um presente e produtos pessoais. Também afirmou que os movimentos na região íntima ocorreram devido a um incômodo dermatológico.
Disse ainda ter se sentido observado pelo atendente, sugerindo que o funcionário teria desconfiado de um possível furto. “Não tive intenção de constranger ninguém”, afirmou durante o depoimento.
Após avaliar as imagens, os relatos e os documentos reunidos, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento do suspeito pelo crime de importunação sexual, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão.
O inquérito, que tramita sob segredo de justiça, foi encaminhado ao Juízo da Vara Regional de Garantias da Comarca de Itajaí e ao Ministério Público, que avaliarão a continuidade da persecução penal e as demais medidas cabíveis.
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