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PRIMEIRA MÃO – Defesa de investigado em operação que apreendeu R$ 20 milhões em roupas falsas em Brusque e Guabiruba se manifesta

Ele responderá por crimes contra a propriedade imaterial, relações de consumo, ordem tributária e associação criminosa

A defesa de um dos investigados durante a Operação Estampa Fria, que apreendeu R$ 20 milhões em roupas falsas em Brusque e Guabiruba, na quinta-feira, 21, se manifestou ao jornal O Município após o caso. Os advogados Leandro Sbardelatti e Manassés Pereira, do escritório Pereira & Sbardelatti, representam um dos sócios das empresas investigadas.

Em nota, a defesa afirma que já tramita no poder judiciário uma ação de dissolução de sociedade, em razão de divergências administrativas e de gestão que impossibilitaram a continuidade da parceria societária. Todo o trâmite de dissolução começou em 2025.

Os advogados destacam que, em momento algum, o investigado concordou com determinadas condutas adotadas pelas empresas e que esse foi um dos fatores que motivaram o rompimento da sociedade.

Durante buscas na residência dele, foi apreendido um revólver calibre .38. O homem foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e liberado após o pagamento de fiança.

Sobre esse ponto, a defesa esclarece que o homem comprou a arma apenas para proteger a família, pois se sentiu ameaçado e constrangido durante o processo de dissolução societária. Os advogados frisam que a arma não foi utilizada em práticas ilícitas.

“O investigado é pessoa idônea, trabalhadora e compromissada com a geração de empregos, tendo historicamente contribuído para a manutenção de diversos postos de trabalho. Trata-se de indivíduo com conduta social irrepreensível e reconhecida moralidade”, afirmam os advogados na nota.

Por fim, eles ressaltam que irão acompanhar integralmente o inquérito policial e eventual ação penal, prestando todos os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, além de “demonstrar, de forma objetiva e fundamentada, a inocência do investigado”.

A operação


A Polícia Civil apreendeu R$ 20 milhões em roupas falsas durante a Operação Estampa Fria, realizada em Brusque e Guabiruba. As ações resultaram na apreensão de 250 mil peças falsificadas. A operação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Ambientais e Crimes contra as Relações de Consumo (DCAC/DEIC).

No total, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos dois municípios e também em Blumenau. Em Brusque, as diligências ocorreram em uma fábrica de peças, no bairro Souza Cruz, e nas residências dos suspeitos, localizadas no bairro Azambuja e na localidade Jardim das Bromélias. Já em Guabiruba, a ação foi realizada em um galpão de armazenamento.

Polícia Civil/Divulgação

As investigações identificaram uma confecção de Brusque que funcionava como centro de produção de vestuário contrafeito.

No local, eram confeccionadas roupas falsificadas de marcas de renome como Nike, Adidas, North Face, Diesel, Lacoste, Tommy Hilfiger, entre outras. A produção era feita em larga escala e estabeleceu uma rede de distribuição que abrangia todo o Brasil.

Na fábrica, foram apreendidas mais de 1,5 milhão de etiquetas usadas como matéria-prima para as falsificações, além de maquinário avaliado em aproximadamente R$ 2 milhões.

Também foram recolhidos equipamentos eletrônicos e documentos que permitirão o aprofundamento das investigações. Os suspeitos responderão por crimes contra a propriedade imaterial, crimes contra as relações de consumo, crimes contra a ordem tributária e associação criminosa.

A operação contou com a participação da Fazenda Estadual, além do apoio operacional de diversas unidades da Polícia Civil de Santa Catarina.

Polícia Civil/Divulgação

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