Quatro meses após acidente em Brusque, tratorista de 19 anos ainda não conseguiu retornar ao trabalho
Em entrevista exclusiva ela conta seu atual estado de saúde
Ana Clara Araújo, de 19 anos, sofreu um acidente no dia 15 de julho enquanto dirigia um trator durante o trabalho em um terreno localizado no bairro Zantão, em Brusque. Quatro meses após o ocorrido, ela segue sem trabalhar.
A tratorista despencou de um barranco e caiu entre um morro e o muro de uma casa situada abaixo do terreno onde trabalhava.
Após o ocorrido, ela foi imediatamente atendida pelo Corpo de Bombeiros e ficou três dias hospitalizada, os quais estava sem consciência. A tratorista sofreu traumatismo craniano e fraturou três vértebras, uma na região lombar e outra no pescoço.
“Eu tive perda de consciência, então não lembro de nada do que aconteceu. Não lembro do momento da queda, nem dos dias em que fiquei no hospital”, relatou Ana Clara.
Ela contou ao jornal O Município que, no dia do acidente, estava operando um trator que nunca havia utilizado. Segundo Ana, quando chegou para trabalhar, o trator que ela costuma usar já havia saído para outra atividade, o que a obrigou a operar o equipamento reserva. “Na ida, o trator já estava ruim, pesado”, afirmou, explicando que havia percebido problemas durante o trajeto até o local de trabalho.
“Era um terreno plano, bem simples até, mas como nos dias anteriores tinha chovido, a terra estava úmida. Quando comecei o trabalho, já estava sentindo bastante dificuldade. Em vez de ir em linha reta, o trator estava indo de lado”, contou. Ela lembra de ter realizado cinco passadas de terraplanagem antes de perder completamente a memória do ocorrido.
A tratorista relata que continua sentindo as dores decorrentes do acidente, sem conseguir levantar grandes pesos ou permanecer muito tempo em pé ou sentada, devido às lesões na lombar.
"Quando eu retornei com o laudo que o neurologista havia me liberado para trabalhar, eles finalizaram o meu contrato, sem renovar ou me colocar na estabilidade", compartilhou Ana.
Ana Clara ainda aguarda o laudo do médico ortopedista. Enquanto isso, buscou empregos mais leves, como o de recepcionista, mas afirma ter sentido olhares de julgamento por causa das cicatrizes que ainda possui. Segundo ela, só decidirá os próximos passos da vida profissional após receber o laudo médico.
Colaborou: Otávio Timm.
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